Queda de avião da PM de Minas Gerais mata três militares
Entre as vítimas estão um tenente-coronel com mais de 3 mil horas de voo e a primeira mulher a pilotar aeronaves de asa fixa na PMMG
Três integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) morreram após a queda de uma aeronave da corporação na tarde desta sexta-feira, 9, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, conhecido como Aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso, em Minas Gerais.
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As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Silvestre, a tenente Gabriela Emília Doares Lacerda Resende e a tenente Alice Almeida. A aeronave, um avião de pequeno porte que seria um bimotor turboélice da Beech Aircraft, havia decolado pouco antes do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h. A queda ocorreu cerca de 17h.
A Polícia Militar confirmou as mortes e informou que as famílias dos militares estão sendo contatadas. Segundo o coronel Flávio Santiago, a corporação também acionou uma força-tarefa para oferecer acolhimento aos familiares.
O coronel Flávio Santiago se emocionou ao falar sobre a trajetória do tenente-coronel Luis Silvestre. "Mais de 2 mil transplantes ocorridos, e boa parte deles na mão do tenente-coronel Silvestre", afirmou Santiago, em lágrimas.
Segundo o coronel, Silvestre acumulava mais de 3 mil horas de voo e era considerado o instrutor mais capacitado da Polícia Militar. Santiago também destacou a atuação da aviação policial no transporte de órgãos para transplantes e no atendimento à população.
"Foram milhares de famílias atingidas pela capacidade dos nossos Ases Indomáveis", declarou.
Entre as vítimas também está a tenente Gabriela Emília Doares Lacerda Resende, que se tornou a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa do Comando de Aviação do Estado (Comave) da Polícia Militar de Minas Gerais.
"Perdemos pessoas que faziam um trabalho importantíssimo. A atividade policial aérea é extremamente necessário par ao apoio terrestre como também para o salvamento de vidas. Assim se deu em Brumadinho, assim se deu em Mariana, assim se deu na Covid-19. Os nosso pilotos, inclusive, enfrentando a possibilidade de transmissão da doença, mas por conta do investimento daquilo que é mais importante, servir a sociedade, o fizeram".
Segundo o coronel, o voo que realizaram era de "rechecagem", ou seja, de avaliação periódica de piloto. de O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) será responsável por investigar as circunstâncias da queda.
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