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Cobrador de ônibus esfaqueia e mata passageira em São Paulo

David Januário da Silva disse à polícia que discutiu com Andresa Rafaeli da Silva Souza e a atacou em um momento de fúria

6 jun 2018
18h35
atualizado às 21h02
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Um cobrador de ônibus foi preso após esfaquear e matar uma passageira durante uma discussão em uma parada em Santana, na zona norte da capital paulista, na noite de sábado (2).

Vítima. Andresa Rafaeli tinha 27 anos
Vítima. Andresa Rafaeli tinha 27 anos
Foto: Andresa Rafaeli/Facebook / Estadão

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, policiais militares que faziam patrulhamento na Rua Leite de Morais encontraram a atendente de posto de combustível Andresa Rafaeli da Silva Souza, de 27 anos, ferida e caída no chão, e acionaram o resgate.

Testemunhas afirmaram aos PMs que a vítima havia sido atacada pelo cobrador da linha 971R-10 (Jaraguá/Metrô Santana). David Januário da Silva, de 60 anos, fugiu, mas foi localizado a poucos metros do terminal.

Os policiais perceberam que a roupa do cobrador estava suja de sangue e, ao revistá-lo, acharam a faca usada no crime. Silva disse que discutiu com a passageira e, em um momento de fúria, esfaqueou-a no pescoço.

Andresa foi encaminhada ao Conjunto Hospitalar do Mandaqui, também na zona norte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

A vítima vivia havia mais de um ano com sua companheira, Jamylle Vieira, de 25 anos. Em sua página no Facebook, Jamylle escreveu nesta terça-feira (5) que Andresa foi morta "covardemente por um ser abominável". "Não tiraram só a sua vida, de uma certa forma tiraram a minha também", declarou a viúva.

"Obrigada por ter me amado tanto, por ter cuidado de mim, sou muito feliz por ter divido uma vida com você, a nossa história jamais terá um fim, como ela não teve, interromperam a nossa história tão brutalmente", afirmou Jamylle. "Obrigada por ter me escolhido! Te amo."

Silva foi preso em flagrante e submetido ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A faca e a camisa sujas de sangue foram apreendidas e encaminhadas para perícia.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do cobrador. O caso foi registrado no 13º Distrito Policial (Casa Verde) como homicídio qualificado.

Estadão

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