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MG: júri entra no 6º dia e Bola volta a negar que tenha matado Eliza

"Sou vítima de atrocidades. Sou inocente", disse o ex-policial

27 abr 2013
12h24
atualizado às 16h22
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<p>No quinto dia de julgamento, Bola também disse que não matou Eliza Samudio</p>
No quinto dia de julgamento, Bola também disse que não matou Eliza Samudio
Foto: Renata Caldeira / TJMG / Divulgação

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos voltou a negar, na manhã deste sábado, ter matado a ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio, e ocultado o corpo ou restos mortais dela. O interrogatório de Bola neste sexto dia de julgamento começou às 10h50.

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Depois de responder perguntas da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, o réu se recusou a responder aos questionamentos feitos pelo promotor de Justiça Henry Wágner Vasconcelos Castro e pela advogada Maria Lúcia Borges, representante da mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura: "Sou vítima de atrocidades", se limitou a dizer. "Sou inocente," completou.

O próximo a fazer perguntas a Bola foi o advogado Ércio Quaresma. O depoimento de Bola terminou por volta das 15h30. Em seguida, iniciaram os debates entre promotoria e advogados de defesa. Cada parte tem uma hora e meia para apresentar as alegações aos sete jurados, quatro homens e três mulheres. O primeiro a falar é o promotor Henry, seguido da defesa. Depois, cada parte terá mais uma hora de réplica e tréplica.

No início de sua fala, Henry narrou toda a sequência desde o sequestro de Eliza até a morte, na casa de Bola, destacando principalmente as ligações telefônicas entre os acusados, descobertas a partir da quebra do sigilo dos réus; e também os depoimentos das testemunhas.

O veredito deverá sair na madrugada de domingo.

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

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Fonte: Especial para Terra
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