Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Caso Bruno

Bruno, Bola e Macarrão passarão fim de semana em cadeia de MG

9 jul 2010 - 21h11
(atualizado às 22h14)
Compartilhar

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

Bruno e Bola são fichados pela polícia
Bruno e Bola são fichados pela polícia
Foto: Ascom/PCMG / Divulgação

O goleiro do Flamengo, Bruno Souza, seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e o ex-policial Marcos Aparecido do Santos, conhecido como Bola, devem passar o fim de semana na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, não há depoimentos ou qualquer outro tipo de ação da investigação, que envolva os três, programada para os próximos dias.

Os três deixaram o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DIHPP), em Belo Horizonte (MG), na tarde desta sexta-feira, em direção à penitenciária, que fica a 5 km do sítio do jogador, em Esmeraldas, onde Eliza Samudio, ex-amante de Bruno, teria sido vista pela última vez.

Na sede do DIHPP, Bruno, Macarrão e o ex-policial foram orientados a não ceder material para o exame de DNA. Os policiais investigam de quem seria o sangue com DNA de homem encontrado no jipe Range Rover do goleiro Bruno. O carro seria o local onde Eliza foi ferida com uma coronhada.

No início da noite desta sexta-feira, a polícia de Minas prendeu, em Igarapé, na região metropolitana, três homens que estavam foragidos e são suspeitos de participação no sequestro e na morte de Eliza. Flávio Caetano de Araújo, Elenilson Vítor da Silva e Wemerson Marques de Sousa foram levados para o Departamento de Investigações e serão levados para fazer exame de corpo de delito no IML. O advogado dos três, Frederico Franco, orientou seus clientes a ficarem em silêncio.

Flávio Araújo, o Flavinho, é perueiro e motorista de Bruno. Segundo a polícia, ele deixou o sítio com o jogador por volta das 19h30 do dia 8 de junho, momentos antes de Eliza sair do local em um veículo com Macarrão e o adolescente de 17 anos, primo de Bruno, que delatou à polícia detalhes sobre a morte da jovem. Para os investigadores, essa foi uma tentativa de despistar testemunhas, para que o atleta e a ex-amante não fossem vistos juntos.

Elenilson Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas e irmão de criação de Macarrão, afirmou em seu segundo depoimento à polícia que levou comida para a ex-amante do goleiro e o filho dela durante o suposto cativeiro no local. Já Wemerson Sousa, o Coxinha, teria acompanhado Flavinho quando a mulher de Bruno, Dayane, entregou o bebê (que supostamente é filho do goleiro) para que fosse escondido, depois que a polícia recebeu denúncia do desaparecimento de Eliza Samudio.

Na segunda-feira, a polícia deve retomar as buscas pelo corpo de Eliza, com base em denúncias anônimas, além de ouvir os três suspeitos presos hoje.

O caso

Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. Segundo o delegado, no dia do crime, o goleiro saiu do sítio com Eliza e voltou sem ela, o que indicaria que o goleiro presenciou a ação.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra