Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Bope recebe moradores do Rio para discutir segurança

17 set 2009 - 18h41
(atualizado às 19h46)
Compartilhar

Andrea Bruxellas

Direto do Rio de Janeiro

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) abriu as portas na manhã desta quinta-feira para os representantes de comunidades da segunda área integrada de segurança pública, que compreende os bairros Catete, Flamengo, Cosme Velho, Glória, Laranjeiras, Botafogo, Urca e Humaitá O Secretario de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, que também participou do café comunitário, disse que o problema da violência urbana não será resolvido só com policiamento, mas com planejamento.

Bope e representantes de comunidades se reúnem no Rio
Bope e representantes de comunidades se reúnem no Rio
Foto: Andrea Bruxelas / Especial para Terra

"Segurança pública é um processo, um conjunto de coisas. Atualmente toda demanda por segurança cai na Secretaria de Segurança Pública. A população do Rio de Janeiro se acostumou com ações mágicas, com políticas diferentes a cada semana", disse, acrescentando que os efeitos desse planejamento vão aparecer nos próximos dez anos. "E que venham os eventos", completou, numa alusão a candidatura do Rio à sede das Olimpíadas de 2016.

Na tentativa de fazer a população se sentir um pouco mais segura, já que os planos são a longo prazo, o tenente-coronel Roberto Gil, do 2º Batalhão, anunciou algumas estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP). Segundo os dados, o número de homicídios no mês de julho de 2009 no Estado em relação ao mesmo período no ano anterior foi reduzido em 3,9% (menos 16 vítimas). O de latrocínios caiu 14,3% e o roubo de veículos, 10,2%.

"No mês de setembro tivemos até agora apenas dez roubos de veículos na área do batalhão. A meta, baseada nas estatísticas, é de 22, o que significa que devemos ficar baixo dela", disse. Os números, no entanto, são relativos a apenas um curto período. Os dados do semestre ainda apontam para um aumento da criminalidade que assusta os representantes das comunidades.

"Ainda não divulgamos os números por áreas, mas essa redução no mês de julho sinaliza que os objetivos começam a ser alcançados. Mas o servidor público tem que estar aberto a criticas", respondeu o tenente-coronel Paulo Augusto Teixeira, presidente do ISP.

Durante o encontro, o diretor da Associação de Moradores de Laranjeiras, Armando Rodrigues, questionou os números anunciados. "Metade dos roubos do bairro ocorrem entre a rua Alice e a Soares Cabral. Essas estatísticas não podem bater. Só aqui em frente do prédio onde moro ocorreram dois roubos de carro na semana passada. O problema é que quem não tem seguro sequer faz a denúncia", disse.

Uma outra queixa desse e de outros representantes de comunidade que participaram do encontro foi a diminuição dos policiais comunitários na área. Por conhecerem os moradores muitos conseguem evitar pequenos furtos e até sequestros-relâmpago.

"A policia está concentrando um efetivo enorme de policiais numa determinada área, como o morro Santa Marta, por exemplo, e deixando outras completamente desprotegidas", disse a presidente da Associação de moradores de Botafogo, Regina Lúcia Chiaradia.

A delegada titular da 9ª Delegacia de Polícia, Renata Teixeira de Assis, afirmou que cada cidadão pode fazer a sua parte. "Não entendo porque tão poucas pessoas procuram a delegacia para fazer denúncias. Precisamos desse retorno da população para avançar", disse.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra