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Polícia

Bolo envenenado: polícia conclui que Daise matou 4 pessoas; se estivesse viva, pena seria de mais de 100 anos

Polícia apresentou conclusões sobre a investigação nesta sexta, 21; Daise foi encontrada morta na prisão e, por isso, não houve indiciamento

21 fev 2025 - 19h17
(atualizado às 21h23)
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Deise Moura dos Anjos chegou a ser presa preventivamente pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, mas foi encontrada morta na prisão
Deise Moura dos Anjos chegou a ser presa preventivamente pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, mas foi encontrada morta na prisão
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Para a Polícia Civil, não restam dúvidas: Daise Moura dos Anjos, de 42 anos, matou quatro pessoas envenenadas com arsênio. As conclusões sobre a investigação foram apresentadas nesta sexta-feira, 21, em coletiva de imprensa. Como Daise foi encontrada morta na prisão, não houve indiciamento. Mas, se estivesse viva e fosse a julgamento, a pena poderia ultrapassar 100 anos.

O que as investigações apontam é que seu objetivo era matar sua sogra, Zeli dos Anjos. Daise colocou arsênio na farinha da casa de Zeli, e sua sogra usou o ingrediente, sem saber que estava envenenado, para fazer um bolo. Nisso, “como efeito colateral”, Daise acabou envenenando e causando a morte de três das pessoas que acabaram consumindo o alimento: as irmãs Neuza Denize Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva, assim como a filha de Neuza, Tatiana Denize Silva dos Anjos.

Isso aconteceu em dezembro passado em Torres, no litoral do Rio Grande do Sul. Já a quarta vítima foi seu sogro, Augusto dos Anjos, que morreu três meses antes do caso do bolo envenenado. Ele ingeriu leite em pó contaminado pela nora, e isso foi constatado apenas com o desenrolar do caso.

Ela é única autora [dos crimes]. Até o momento, não surgiu nenhum outro autor desse fato criminoso. E, por isso, em razão do seu falecimento, o fato dela ter tirado a própria vida no presídio de Guaíba, levou a extinção da punibilidade”, apontou o delegado Fernando Sodré, chefe de polícia, na coletiva desta sexta.

Suspeita de envenenar bolo soube de pedido de divórcio antes de ser encontrada morta na prisão:

'Provas robustas'

De acordo com a diretora-geral do Instituto-Geral de Perícias, Marguet Mittmann, a investigação foi fruto do trabalho de mais de 30 pessoas envolvidas, considerando quatro grupos especializados, cinco departamentos e toda uma equipe multidisciplinar.

Ela explica que foram realizadas centenas de análises de substâncias e de materiais que resultaram na produção de 35 laudos policiais -- que ela considera como imprescindíveis para revelações importantes, como a determinação da causa da morte, que foi o envenenamento por arsênio, a determinação da fonte de ingestão do veneno, que foi o bolo, e a forma como o arsênio entrou na receita, que foi pela farinha envenenada. 

Bolo envenenado, que levou a três mortes em dezembro
Bolo envenenado, que levou a três mortes em dezembro
Foto: Divulgação/IGP

Também foram produzidos laudos do setor de informática com mais de 60 páginas, onde há diversos elementos indicativos de pesquisas feitas por Daise, mostrando o caminho que ela fez para comprar arsênio pela internet. Ela, como já revelado, chegou a pesquisar na internet uma receita de veneno que fosse inodora e sem gosto e usou termos como ‘veneno’, 'veneno para matar humano’. 

“São provas extremamente robustas, qualificadoras e que, junto com o resultado da Polícia Civil, pudemos produzir um desfecho de que não tem sombra de dúvida do crime e da autoria do crime”, afirmou a diretora-geral do Instituto-Geral de Perícias.

Daise estava presa preventivamente desde o dia 5 de janeiro e, no último dia 13, foi encontrada morta na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante conferência matinal. A polícia afirma ser um caso de suicídio. 

Atenção! Em caso de pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida), que funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, por e-mail, chat ou pessoalmente. Confira um posto de atendimento mais próximo de você (clique aqui).

Suspeita de envenenar bolo deixou carta dizendo que ‘fez coisas impensadas’ antes de morrer:
Fonte: Redação Terra
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