Avó de Isabella chama acusados de "assassinos covardes"
- Fabiana Leal
- Direto de São Paulo
A avó materna de Isabella, Rosa Oliveira, dispensada de depor durante o julgamento sobre a morte da menina, chamou nesta terça-feira de "assassinos covardes" os dois acusados do crime: Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da vítima. Ela disse que o casal "nunca conseguirá matar sua neta".
Rosa chegou às 8h55 ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, acompanhada do marido, José Arcanjo de Oliveira, que se limitou a dizer: "vai ter justiça". O julgamento teve início ontem e contou com o depoimento da mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira. Para esta terça-feira, estão previstos os depoimentos de 15 testemunhas, entre peritos e médicos legistas.
Também deve falar o pedreiro Gabriel dos Santos Neto. Ele afirmou em entrevista, à época do crime, que uma obra vizinha ao edifício London, onde Isabella foi encontrada ferida, havia sido arrombada. Em depoimento à polícia, Santos Neto desmentiu a informação.
O caso
O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou em 22 de março e deve durar cinco dias. O júri popular ouve 16 testemunhas, sendo 11 arroladas pela defesa, três compartilhadas entre advogados do casal e acusação e duas do Ministério Público. Seis foram dispensadas pela defesa ainda no primeiro dia e uma, pela acusação.
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.