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Polícia

Advogado de Elize pede exumação do corpo de Marcos Matsunaga

11 dez 2012 - 16h21
(atualizado às 16h26)
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A defesa de Elize Matsunaga, ré confessa pelo esquartejamento e morte do empresário e um dos donos da Yoki, Marcos Matsunaga, pediu a exumação do corpo da vítima. Segundo a assessoria de imprensa do Fórum da Barra Funda, o advogado que defende Elize quer com isso apurar a causa da morte. A solicitação foi protocolada na audiência desta manhã e será analisada pelo juiz que cuida do caso.

Elize Matsunaga foi presa pela morte do marido, Marcos Matsunaga
Elize Matsunaga foi presa pela morte do marido, Marcos Matsunaga
Foto: Diogo Moreira/Frame / Terra

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Na audiência de instrução desta manhã de terça-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, apenas a babá do casal, Mauriceia dos Santos, foi ouvida. Ela pediu que Elize se retirasse da sala enquanto falava. A testemunha, que foi ouvida entre 11h e 14h, alegou que tinha medo da acusada. 

O caso

Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio deste ano. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado.

Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Eles eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.

De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem.

Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.

Em depoimento, dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha.

No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.

Fonte: Terra
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