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Polícia

Adriano é alvo de nova investigação por associação ao tráfico

2 jun 2010 - 10h47
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A sequência de confusões na vida do atacante Adriano ganhou novo capítulo. O Imperador, que está convocado para prestar dois depoimentos nesta quarta-feira - no Ministério Público e na 38ª DP (Brás de Pina) -, terá ainda mais dores de cabeça. Na terça, a Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) instaurou inquérito de crime de associação ao tráfico para investigar a suposta relação do jogador com a quadrilha do Complexo da Penha, ligada à facção Comando Vermelho (CV).

A investigação da Dcod partiu das fotos em que Adriano aparece fazendo com as mãos a sigla CV, reveladas segunda-feira pelo jornal O Dia. "A apologia neste caso está clara. Mas este é um crime de menor potencial ofensivo. Não vamos ficar apenas na apologia. A quantidade de informação que temos, e que precisam ser checadas, nos obriga a investigá-lo, também, por associação ao tráfico. E é o que vamos fazer", afirmou o delegado titular da Dcod, Marcus Vinícius Braga.

Segundo ele, Adriano poderá viajar domingo para a Itália, onde deverá assinar contrato com seu novo clube, a Roma. "Não tem problema ele viajar. Vamos tocar a investigação normalmente, até chegar o momento certo de ele ser ouvido", disse o delegado. No inquérito 902-00090/2010, a Dcod também vai requisitar que Adriano apresente o que seria uma arma de brinquedo e uma peça de abajur imitando o fuzil - em fotos, o craque e um amigo aparecem com as duas em pose de atiradores.

Nova ausência

Ontem o dia foi de confusão e nova expectativa pela presença do atacante na 38ª DP (Brás de Pina), que apura suposto envio de R$ 60 mil do Imperador para um traficante da Vila Cruzeiro, também na Penha. O jogador não compareceu e pediu para ser ouvido na 6ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) da 1ª Central de Inquéritos, o que foi aceito pelo Ministério Público. Segundo nota oficial do órgão, o pedido do advogado do jogador, Adílson Fernandes, feito na segunda-feira, foi atendido pelo promotor Alexandre Themístocles, que solicitou a presença do delegado da 38ª DP, Luiz Alberto Andrade.

O delegado ficou irritado. "Mesmo que ele deponha lá, vai ter que depor aqui. A convocação é para que ele compareça à delegacia, onde os atos de indiciação são feitos", afirmou. À tarde, agentes da 38ª DP voltaram à casa de Adriano, na Barra. O jogador não estava, mas nova intimação foi feita para esta quart-afeira. "Se ele não comparecer, vamos expedir mandado de condução para que ele venha depor", afirmou Andrade.

Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o craque não pode ter privilégios. "Não é 'O Adriano'! É o cidadão que deve satisfações à Justiça e à sociedade. Ele já não cumpriu uma determinação da polícia. À medida que ele vai ao Ministério Público, está indo contra tudo aquilo que está sendo apurado. A obrigação dele é ir, uma vez intimado, à Polícia Civil, ao menos que ele tenha uma justificativa muito plausível para ir ao Ministério Público. O que diz a lei é que todo cidadão tem que atender ao comando do Estado, que, neste momento, está a critério da Polícia Civil", disse Beltrame em tom taxativo.

Além das investigações da Dcod e da 38ª DP, a 22ª DP (Penha) também tem inquérito para apurar a suposta relação do craque com Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica. Em 2008, após pagar R$ 35 mil na moto, o veículo acabou emplacado em nome da mãe do traficante da Chatuba. "Não há necessidade de se fazer um inquérito apenas, juntando tudo numa só delegacia, porque ele está sendo investigado em situações e crimes diferentes", afirmou o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.

Coleta em agências para obter R$ 60 mil

No inquérito em que Adriano é investigado por associação para o tráfico pela 38ª DP, constam informações que dão conta de que o craque teria enviado cerca de R$ 60 mil para um integrante da quadrilha de Fabiano Atanásio da Silva, o FB, chefe do tráfico da Vila Cruzeiro. A investigação revelaria ainda algumas curiosidades. Uma delas é a de que a quantia pedida pelo milionário jogador - no Flamengo, ele ganhava R$ 600 mil por mês - não foi obtida de imediato. Um funcionário da agência em que o craque tem conta teria pedido algumas horas para fazer uma espécie de "coleta" em outras agências para que Adriano conseguisse honrar seu "compromisso" na favela.

O episódio teria ocorrido no fim do ano passado, após o craque ter ajudado o Flamengo a conquistar o hexacampeonato brasileiro, competição na qual marcou 19 gols e foi um dos artilheiros. O inquérito está sob segredo de Justiça, e a investigação teve início há pouco menos de um ano.

Casos

Adriano é citado em casos registrados em três delegacias. Na 22ª DP (Penha), o craque passou a ser investigado em abril, a partir da revelação de que uma moto Hornett 600cc, comprada por R$ 35 mil, foi emplacada em nome de Marlene Pereira de Souza, mãe do traficante Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica. O curioso é que a mulher, de 66 anos, jamais teve carteira de habilitação.

Na 38ª DP (Brás de Pina), o nome do jogador surgiu no meio da investigação de associação para o tráfico que teve início nas favelas Furquim Mendes e Dique, no Jardim América, e se estendeu até os complexos do Alemão e da Penha. Dezenas de bandidos serão indiciados e terão suas prisões pedidas. A polícia investiga se Adriano teria sacado R$ 60 mil e mandado para o bando de Fabiano Atanásio da Silva, o FB.

Na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), inquérito foi aberto na terça-feira para apurar associação para o tráfico e apologia, constatada na fotografia divulgada pelo jornal O Dia, em que ele mostra a sigla CV com as mãos.

Fonte: O Dia
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