Presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, suspeito de elo com PCC, volta a ser preso em SP
Ubiratan Antônio da Cunha é réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa
O presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, voltou a ser preso pela polícia nesta quarta-feira, 6, após recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Ele é suspeito de ser um elo da companhia com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e foi alvo da Operação Fim da Linha, em 2024.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Ubiratan estava em liberdade desde janeiro, quando foi beneficiado por uma decisão da Justiça, que avaliou que o tempo de prisão preventiva se prolongou.
De acordo com a Polícia Militar, a prisão ocorreu nas imediações da Rua Sará Sará, no Jardim Helena, na zona leste de São Paulo. Os agentes estavam em patrulhamento quando receberam informações sobre um homem procurado pela Justiça andando pelo local.
Os policiais o abordaram e Ubiratan Antônio da Cunha informou já saber do que se tratava. Ele foi conduzido ao 50º Distrito Policial para as providências de polícia judiciária. O mandado de prisão cumprido foi expedido pela 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, após o MP apresentar recurso contra a liberdade do presidente afastado.
Segundo a promotoria, ao analisar o recurso, os desembargadores entenderam que não houve excesso de prazo capaz de justificar a manutenção da liberdade dos acusados. O colegiado destacou a complexidade da ação penal, que reúne diversos réus e envolve a análise de grande volume de provas relacionadas a movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Ubiratan responde processo criminal por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na denúncia, o Ministério Público de São Paulo aponta que o PCC se "infiltrou" no setor de transportes, controlando empresas do setor por meio de uma rede de laranjas e empresas fantasma.
Além dele, Alexandre Salles Brito, um dos sócios da empresa, também foi preso. Assim como Ubiratan, ele também deixou a prisão em janeiro. O Terra não localizou a defesa dos dois até o momento.