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Altamira: 26 dos mortos em massacre eram presos provisórios

Confronto entre facções terminou com 58 mortos em presídio e outros 4 durante transferência; 27 presos mortos tinham sido condenados

3 ago 2019
14h43
atualizado às 14h57
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SÃO PAULO - Dos 62 presos que morreram no massacre no Pará, resultado de um confronto entre facções, 26 aguardavam julgamento. O balanço é da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) do Estado do Pará.

Ainda de acordo com o órgão, 27 detentos tinham sido condenados e nove eram condenados e provisórios - tinham mais de um processo judicial. Os mortos tinham entre 18 e 52 anos e a maioria respondia por tráfico de drogas, homicídio e associação criminosa.

Familiar de um dos mortos comparece a enterro de vítimas de massacre em presídio de Altamira, no Pará
31/07/2019
REUTERS/Bruno Kelly
Familiar de um dos mortos comparece a enterro de vítimas de massacre em presídio de Altamira, no Pará 31/07/2019 REUTERS/Bruno Kelly
Foto: Reuters

A situação foi alvo de críticas do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Pará (OAB-PA), Alberto Campos, conforme nota publicada no site da entidade.

"É preocupante você ver uma quantidade elevada de presos provisórios misturados com presos que já estão cumprindo pena. Isso é lamentável e gera esse tipo de problema."

O massacre ocorreu na manhã da última segunda-feira, 29, no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), no sudoeste do Pará. Na rebelião, foram mortos 58 detentos, 16 decapitados. A maioria dos mortos foi vítima de asfixia.

A Susipe confirmou que os crimes foram resultado de um confronto entre duas facções criminosas que disputam território dentro da unidade prisional, o Comando Classe A (CCA) e o Comando Vermelho (CV).

Outros quatro presos que teriam relação com a rebelião foram mortos por sufocamento dentro de um caminhão-cela na noite de terça-feira, 30, durante a transferência para Belém.

Transferência de presos

Neste sábado, 3, o Governo do Estado do Pará concluiu a transferência dos oito últimos presos do Centro de Recuperação Regional de Altamira para Belém. Os detentos aguardavam pela transferência em Marabá. A operação, iniciada na sexta-feira, 2, fez o translado de 26 presos.

"A Polícia Civil indiciou 22 deles pelos crimes de associação criminosa e homicídio qualificado. Durante o trajeto, eles usaram algemas de três pontos e foram escoltados por agentes penitenciários e policiais militares", informou a gestão estadual.

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Estadão
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