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Brasil

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Poder Judiciário precisa ser exemplo para o país, defende Lula

15 set 2026 - 20h49
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Resumo
O presidente Lula defendeu que o Judiciário seja exemplo moral e apoiou a quebra de sigilo nas investigações do banco Master, cobrando punição a eventuais desvios no STF para preservar a credibilidade da Corte. Ele sugeriu mandatos e novas regras para os ministros. A declaração ocorreu enquanto o tribunal adiava, após divergências internas e pedido de vista de Flávio Dino, a análise de relatórios sobre supostas ligações dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O presidente Luiz ‌Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira que o Poder Judiciário seja exemplo para todo o país e demonstrou satisfação com a abertura do sigilo de investigações envolvendo o banco Master e seu ⁠dono, Daniel Vorcaro.

Em entrevista à Record, Lula afirmou ‌que o Supremo Tribunal Federal não pode perder sua credibilidade diante da sociedade.

"A suprema ‌corte precisa ser o exemplo magnânimo ‌deste país", disse Lula na entrevista.

"A ⁠suprema corte agora já está dotada de todas as informações, o sigilo foi quebrado. Portanto o Fachin tem agora a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem ‌fez o que na suprema corte. E quem fez ‌o que tem ⁠que ⁠ser punido, tem que ser julgado", afirmou.

Lula já havia mencionado ⁠sua intenção de ‌colocar em discussão um ‌mandato para integrantes do Supremo em uma eventual reforma do Judiciário. Nesta terça, defendeu "critérios de moralização" que também incluam regras para a ⁠escolha e para a atuação de ministros.

"Na suprema corte ninguém pode ficar sob suspeita", disse o presidente.

O STF iria analisar nesta terça-feira uma petição que tem como ‌base relatório da Polícia Federal apontando suposta troca de mensagens entre o ministro do Supremo Alexandre ⁠de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso acusado de fraudes financeiras e outros crimes.

Mas na sessão, marcada por bate-boca e discussões entre os ministros, acabou se discutindo se esse caso deveria ser analisado juntamente com outra petição, que levanta suspeitas sobre a atuação do ministro do STF André Mendonça na condução das investigações do caso banco Master.

Um pedido de vista do ministro Flávio Dino adiou a decisão.

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