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PF apura possíveis irregularidades em previdência do Amapá em nova operação relacionada ao Master, dizem fontes

6 fev 2026 - 09h08
(atualizado às 14h46)
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a Operação Zona Cinzenta que tem por objetivo apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (Amprev), afirmou a ‌corporação em comunicado, no que duas fontes da PF disseram à Reuters ser uma nova ação relacionada ao ‌Banco Master.

A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Macapá (AP), conforme a nota. Ainda segundo o comunicado, a operação investiga a aprovação e a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Conforme uma das fontes ouvidas pela Reuters, foram alvos ‍de mandados de busca e apreensão o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois membros do comitê de investimento da entidade.

Segundo essa fonte, em um período de menos de 20 dias, foram aprovadas e executadas três aplicações sucessivas em Letras Financeiras do Banco Master S.A., totalizando aproximadamente R$400 ‌milhões, a partir de deliberações realizadas nas reuniões entre 12 e 30 ‌de julho de 2024.

    O trio alvo dos mandados de busca e apreensão, conforme a fonte, foi responsável pelos votos favoráveis a aplicações nas letras do Master.

Em notícia veiculada no site da própria Amprev em maio de 2024, quando recebia uma premiação "Personalidade do Ano", o diretor-presidente do instituto de previdência disse que foi convidado para o cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

"No ano de 2023 seguindo uma política austera, conservadora e sobretudo com a consciência que nós iríamos entregar resultados. Resultado para aqueles que confiaram na gente. E aqui eu faço um agradecimento especial ao governador Clécio Luis, que fez a nomeação, e sobretudo ao senador Davi Alcolumbre, que me convidou para ser o presidente da Amapá Previdência", disse Lemos, na ocasião.

Procurada, a assessoria de Alcolumbre não respondeu de imediato a pedido de comentário.

Em nota, a Amprev disse que se sente lesada pelos malfeitos do Banco Master e não abre mão de ser ressarcida.

"Por isso, já ingressou com todas as medidas judiciais cabíveis, conseguindo, inclusive, o bloqueio de pagamentos ao banco", disse, ao acrescentar que espera que a "Justiça seja feita e que os contraventores do ‌Banco Master sejam punidos".

Segundo a entidade, os investimentos realizados no Master, validados pelo Banco Central, representam 4,7% do total da carteira da instituição.

Na nota, a Amprev não comentou sobre os mandados contra dirigentes.

"Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta", acrescentou a PF em seu comunicado.

(Edição de Eduardo Simões e Alexandre Caverni)

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