PF apura possíveis irregularidades em previdência do Amapá em nova operação relacionada ao Master, dizem fontes
Em nova ação relacionada ao Banco Master, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a Operação Zona Cinzenta que tem por objetivo apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (Amprev), afirmaram a corporação em comunicado e duas fontes da instituição à Reuters.
A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Macapá (AP), conforme a nota. Foram alvos de mandados de busca e apreensão o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois membros do comitê de investimento da entidade, conforme uma das fontes.
Segundo essa fonte, em um período de menos de vinte dias, foram aprovadas e executadas três aplicações sucessivas em Letras Financeiras do Banco Master S.A., totalizando aproximadamente R$400 milhões, a partir de deliberações realizadas nas reuniões entre 12 e 30 de julho de 2024.
O trio alvo dos mandados de busca e apreensão, conforme a fonte, foi responsável pelos votos favoráveis a aplicações nas letras do Master.
Procurada, a Amprev não respondeu de imediato a pedido de comentário.
Segundo comunicado da PF, que não cita nomes, a investigação examina a aprovação e a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual responsável pela gestão do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas por banco privado.
"Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta", acrescentou a corporação na nota.