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Pesquisa mostra que 90% das notas de real contêm cocaína

Uma das explicações para o fato é o grande número de usuários e traficantes que enrolam as notas para aspirarem a droga

7 jul 2015 - 10h35
(atualizado às 10h44)
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O estudo teve como base três pacientes. Um de 29 anos, que utilizava a metanfetamina, outro de 51 anos que usou cocaína por 18 anos e uma paciente que consumia mais de dois litros de refrigerante diet por dia, por pelo menos três anos. Todos não mantinham bons hábitos de higiene bucal. Os resultados mostram que os efeitos erosivos comprometeram os dentes
O estudo teve como base três pacientes. Um de 29 anos, que utilizava a metanfetamina, outro de 51 anos que usou cocaína por 18 anos e uma paciente que consumia mais de dois litros de refrigerante diet por dia, por pelo menos três anos. Todos não mantinham bons hábitos de higiene bucal. Os resultados mostram que os efeitos erosivos comprometeram os dentes
Foto: Shutterstock

Um estudo feito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que cerca de 90% das notas de real em circulação no Brasil apresentam traços de cocaína. A quantidade é pequena, mas a frequência é tanta que evidencia a disseminação da droga no Rio de Janeiro e em outros dez municípios. As informações são do O Globo.

"É virtualmente impossível não pegar notas com a droga. Elas estão distribuídas por toda a parte", explica o pesquisador Wagner Pacheco, do Departamento de Química Analítica da UFF.

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A ideia era realizar no Brasil um estudo já feito na Europa e Estados Unidos. A pesquisa mostrou que a contaminação das notas de real seguem a mesma lógica vista nas de euro e dólar. "Esse é o cenário atual dos grandes centros do mundo", afirmou Ricardo Cassella, químico que trabalhou em parceria com Pacheco.

Os especialistas explicam que existem três possíveis razões para o fato. O primeiro é o grande número de usuários e traficantes que enrolam as notas para aspirarem a droga. Outro ponto é que o material que constitui a nota é umido, o que facilita a impregnação da cocaína. O terceiro motivo é a intensa circulação do dinheiro e a mistura de notas nas máquinas de saque e nos bancos. 

Uma das pesquisadoras do projeto, Vanessa Gomes Kelly Almeida, detectou que a concentração média por nota é de 50 a 300 microgramas, porém a distribuição é tão ampla que aumenta a quantidade por nota, podendo chegar até a 774 microgramas.

É importante destacar que, apesar do fato indicar uma grande disseminação da droga, ele não representa riscos à saúde. "São traços insignificantes para fazer qualquer diferença a uma pessoa. Para se ter ideia, um micrograma é um milhão de vezes menor que um grama", esclarece Ricardo Cassella.

A universidade pretende agora construir uma espécie de assinatura química da droga no Rio de Janeiro. Estudos de outros grupos já indicaram que a composição muda de um estado para outro em função das substâncias misturadas à cocaína pura, como o paracetamol e a lidocaína.

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Fonte: Terra
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