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Ministros bolivianos viajam ao Brasil para analisar caso de senador

6 set 2013 11h31
| atualizado às 12h57
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<p>Roger Pinto Molina é pivô de crise diplomática entre o Brasil e a Bolívia</p>
Roger Pinto Molina é pivô de crise diplomática entre o Brasil e a Bolívia
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Com objetivo de analisar o caso do senador opositor Roger Pinto Molina, que fugiu da embaixada brasileira em La Paz há duas semanas, três ministros bolivianos viajaram nesta sexta-feira para Brasília, informaram fontes oficiais. Os ministros de Governo, Carlos Romero, da Justiça, Cecilia Ayllón, e da Transparência e Luta contra a Corrupção, Nardy Suxo, viajaram ainda durante a madrugada para o Brasil.

Os funcionários bolivianos se reunirão na tarde desta sexta-feira com ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams.

Roger Pinto Molina saiu da embaixada em La Paz, onde permaneceu como refugiado por 15 meses, em 23 de agosto, e no dia seguinte cruzou a fronteira sem o necessário salvo-conduto boliviano e com ajuda de funcionários brasileiros.

O fato provocou uma crise diplomática entre os dois países, embora o presidente boliviano, Evo Morales, considerou o incidente superado após se reunir na semana passada com a presidente Dilma Rousseff.

O senador opositor assegura que é um perseguido político por ter denunciado supostos vínculos de funcionários bolivianos com o narcotráfico, mas o Executivo rejeita a acusação e argumenta que o senador tem contas pendentes com a Justiça por corrupção.

O advogado brasileiro do senador, Fernando Tiburcio, disse ontem que o envio da comissão boliviana torna o caso político e não jurídico. "Não temos preocupação com a chegada dessa missão de alto nível, pois isso só confirma que o assunto é tratado de maneira política, pois há três ministros no grupo, além de integrantes do Ministério Público", disse Tiburcio.

EFE   
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