Mais de 50% dos comerciantes gaúchos planejam contratar para o fim de ano, aponta Fecomércio-RS
Maior volume de admissões se concentra entre outubro e novembro; levantamento indica que mais da metade dos temporários tem chance de efetivação
Pesquisa da Fecomércio-RS revela que 54,8% dos comerciantes gaúchos pretendem contratar temporários para o fim de ano, com aumento médio de 28,4% nos quadros funcionais. Com pico de admissões previsto para novembro, o setor de vendas lidera a demanda (75,1%). Além disso, 54,8% dos admitidos têm chances de efetivação. O estudo também aponta preocupação do varejo com possíveis mudanças na legislação trabalhista: quase metade dos lojistas teme impactos negativos com o fim da escala 6x1.
Aproximadamente 54,8% dos comerciantes do Rio Grande do Sul têm intenção de contratar trabalhadores temporários para suprir o aumento das vendas nas festas de fim de ano. É o que revela a Pesquisa de Temporários 2026, conduzida pela Assessoria Econômica do Sistema Fecomércio-RS em oito municípios gaúchos. O levantamento projeta uma ampliação média de 28,4% no quadro de funcionários dos estabelecimentos que recorrerão a essa modalidade.
O estudo indica que o pico das contratações está prestes a ocorrer: 84,3% da demanda total ainda não havia sido preenchida até o término da coleta de dados, e 73,8% das lojas sequer tinham iniciado os processos seletivos. Novembro surge como o mês com maior concentração para o início dos trabalhos (36,4%), seguido por outubro (27,3%). Já o encerramento dos contratos tende a ocorrer prioritariamente em janeiro (37,7%) e dezembro (29,6%). No comparativo com o ano anterior, 52,1% dos lojistas pretendem manter o mesmo número de vagas de 2025 e 20,7% esperam expandir o time.
Setores em alta, perfil e chance de permanência
A área de vendas e atendimento ao público lidera amplamente a demanda, citada por 75,1% das empresas, acompanhada pelos postos de caixa/crediário (31,9%) e reposição ou estoque (19,0%). Em 85,2% dos casos, os recrutamentos são conduzidos de forma direta no próprio estabelecimento.
Quanto às exigências:
Sem barreiras prévias: 55,8% dos lojistas afirmam não exigir pré-requisitos para a seleção;
Critérios específicos: 44,2% demandam condições prévias, com foco em ensino médio concluído, idade entre 19 e 25 anos e experiência prática na função.
Por outro lado, empresários apontam que a incompatibilidade de horários, a escassez de candidatos e a baixa qualificação seguem como os principais entraves para fechar as vagas. Ainda assim, a oportunidade serve como porta de entrada: a pesquisa estima que 54,8% dos contratados têm chances reais de permanecer de forma definitiva na empresa após o ciclo festivo.
Jornada de trabalho e escala 6×1
O levantamento também mediu a reação do varejo diante de propostas em discussão nacional sobre regras laborais. Para 46,0% dos entrevistados, uma eventual extinção da escala de trabalho 6×1 geraria impactos desfavoráveis à rotina dos negócios. No mesmo sentido, 47,8% avaliam que a redução da carga semanal de 44 para 40 horas traria perdas operacionais ao setor.
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