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Brasil

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Lula e Trump conversam sobre tarifas e conflitos globais por telefone

Petista disse ao republicano que tarifaço foi baseado em alegações 'infundadas'

21 ago 2026 - 13h35
(atualizado às 13h44)
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Resumo
Em conversa por telefone, Lula e Donald Trump debateram as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil e os conflitos globais na Ucrânia e no Oriente Médio. Lula classificou as justificativas para as taxas como infundadas, e ambos concordaram em retomar as negociações comerciais bilaterais em breve. Os líderes também trataram da cooperação contra o crime organizado e da urgência de saídas diplomáticas mediadas pela ONU para encerrar guerras internacionais.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta sexta-feira (21) sobre as tarifas impostas por Washington ao Brasil e os principais conflitos globais.

Petista disse ao republicano que tarifaço foi baseado em alegações 'infundadas'
Petista disse ao republicano que tarifaço foi baseado em alegações 'infundadas'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com um comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social, a ligação entre os líderes durou aproximadamente uma hora e 20 minutos e ocorreu em tom amistoso e cordial.

Em relação às novas tarifas aplicadas ao Brasil, Lula "enfatizou que as alegações que basearam a medida", entre elas questões relacionadas ao desmatamento, aos acordos preferenciais, ao Pix e ao combate à corrupção, "são infundadas".

"Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os EUA, [Lula] afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. Reiterou a importância de trabalhar juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível", diz a nota.

Durante o telefonema, o presidente brasileiro destacou o interesse do país em ampliar a cooperação com Washington no combate ao crime organizado. Na ocasião, Lula argumentou que grupos criminosos "exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas".

Os mandatários também trocaram impressões sobre os principais conflitos em andamento no mundo, especialmente as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

"Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Trump teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã", informou o comunicado.

Por fim, Lula "lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU" e propôs a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para "encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais". O presidente brasileiro afirmou ainda que "os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos". .

Ansa - Brasil
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