Haddad vê mudança nas negociações Brasil-EUA se Trump e Flávio Bolsonaro forem derrotados
Candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes entende que resultados das urnas na eleição presidencial brasileira e no pleito de meio de mandato no país norte-americano podem ser cruciais para o diálogo entre os governos
Em campanha em Mauá, Fernando Haddad afirmou que derrotas de Donald Trump e da extrema-direita mudarão as negociações entre Brasil e EUA. O candidato criticou a gestão de Tarcísio de Freitas e defendeu medidas para recuperar a competitividade industrial paulista frente à China. Haddad também destacou os impactos positivos da Reforma Tributária para o Estado e prometeu transformar a agência Desenvolve SP em um banco voltado à reindustrialização de São Paulo.
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, participou nesta sexta-feira de uma caminhada no centro de Mauá, no ABC Paulista, e se encontrou com a Metalúrgica Polimetri, localizada na região. Durante o ato de campanha, o petista disse esperar que as condições de negociação entre Brasil e Estados Unidos mudem em caso de derrotas de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e de Donald Trump no pleito legislativo de meio de mandato no país norte-americano.
"Se o Flávio for derrotado, como eu espero, e o Trump sofrer nas eleições de meio de mandato, um baque, eu acho que as condições de negociação vão mudar muito", disse. "Eu acho que a extrema direita no mundo vai passar por um enfraquecimento. Esse tipo de intolerância, de discurso de ódio, de fake news, de intriga, isso não vai perdurar para sempre", concluiu.
Haddad teceu críticas a seu adversário e postulante à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ele, o governador está "um pouco perdido em várias áreas".
"Não é porque é forasteiro, é que ele não tem compromisso", declarou, dizendo que Tarcísio "não finca raízes no Estado de São Paulo, estava de passagem, porque a ideia dele não era ser candidato a reeleição, era ser candidato a outra coisa", afirmou, durante discurso aos apoiadores.
Concorrência com a China e novo banco em São Paulo
O ex-ministro da Fazenda afirmou que o principal problema da indústria de São Paulo é a concorrência com a China.
"A China usou de um benefício fiscal de carro elétrico, não só ela, mas ela que é a maior produtora de carro elétrico teve uma vantagem muito grande, importando com imposto de importação zero. Isso foi corrigido, mas as autopeças ainda não foram. Então, tem uma demanda do setor automotivo como um todo, de corrigir a distorção com a China em relação a autopeças", disse. Para o candidato, esse ponto está prejudicando a competitividade da indústria.
Haddad voltou a falar de Reforma Tributária e afirmar que a medida será positiva para o Estado. "Acabou a guerra fiscal, a gente tem de entrar convidando gente a abrir indústrias em São Paulo, porque São Paulo vai virar, com a Reforma Tributária, o hub mais importante do País de novo", afirmou durante o evento.
Haddad disse ainda que quer transformar o Desenvolve São Paulo em um banco para reindustrializar o Estado. Atualmente, o órgão funciona como a agência de fomento paulista.
"Eu vou transformar o Desenvolve São Paulo em um banco. Eu quero ter um banco de desenvolvimento em São Paulo, que atue na reindustrialização do Estado", afirmou.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.