Justiça da Itália marca nova audiência para avaliar extradição de Zambelli
Ex-deputada foi condenada a mais de 15 anos de prisão no Brasil
A Justiça da Itália marcou para 29 de outubro uma nova audiência sobre a extradição de Carla Zambelli, condenada no Brasil por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O tribunal avaliará as garantias prisionais oferecidas pelo governo brasileiro e pelo STF. A defesa alega perseguição política e parcialidade dos ministros para tentar barrar o envio, repetindo a decisão de maio, quando os italianos já haviam rejeitado outro pedido de extradição ligado à invasão dos sistemas do CNJ.
A Justiça da Itália marcou uma nova audiência para discutir o pedido de extradição contra a ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada a mais de 15 anos de prisão em dois processos no Brasil.
A sessão será realizada em 29 de outubro, de acordo com o portal G1, para avaliar garantias do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tratamento que será concedido à ex-parlamentar bolsonarista no sistema prisional.
Em maio deste ano, a Suprema Corte de Cassação da Itália rejeitou a extradição de Zambelli no caso em que ela foi condenada a 10 anos de reclusão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça, apontando dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do STF e do ministro Alexandre de Moraes, um dos prejudicados pelos crimes atribuídos à ex-deputada.
Desta vez, o pedido de extradição se refere ao caso em que Zambelli foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em relação ao episódio em que ela perseguiu um homem em São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
"O segundo processo de extradição da ex-parlamentar também deve ser negado, como foi o primeiro processo de extradição, sobretudo pela falta de garantias processuais", diz uma nota da defesa de Zambelli citada pelo portal G1.
"As duas condenações no Brasil são abusivas e ilegais, baseadas em perseguição política e parcialidade do julgador, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ministro do STF Gilmar Mendes, que não analisaram as provas do processo", acrescenta o comunicado. .
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