Julgamento de Bolsonaro: STF começará a debater veredito em 2 de setembro
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá a partir de 2 de setembro se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é culpado de ter tramado um golpe de Estado em 2023 e se deve ser preso, anunciou a mais alta instância judicial do país nesta sexta-feira (15).
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá a partir de 2 de setembro se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é culpado de ter tramado um golpe de Estado em 2023 e se deve ser preso, anunciou a mais alta instância judicial do país nesta sexta-feira (15).
A decisão dos ministros irá concluir um processo penal iniciado em março contra Bolsonaro por supostamente ter tentado impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após ser derrotado nas eleições daquele ano.
De acordo com um comunicado do STF, o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, decidiu que o veredicto será estudado em "sessões extraordinárias nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro".
Junto com sete de seus assessores, Jair Bolsonaro, de 70 anos, é acusado de tentar garantir sua "manutenção autoritária no poder", apesar de ter perdido as eleições daquele ano para Lula (PT).
Em 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Lula, milhares de apoiadores bolsonaristas invadiram sedes de instituições em Brasília, alegando fraude eleitoral e pedindo intervenção militar.
Bolsonaro declarou-se inocente em junho perante o tribunal, alegando ter sido "perseguido" e que "um golpe de Estado é algo abominável". Se condenado, ele poderá pegar até 40 anos de prisão. A defesa do ex-presidente de extrema direita pediu aus absolvição, considerando-o "inocente de todas as acusações" e argumentando que a "total falta de provas" havia sido "demonstrada".
Bolsonaro está em prisão domiciliar preventiva desde o início de agosto, quando o ministro Alexandre de Moraes considerou que ele violou medidas cautelares que o proibiam de se manifestar por meio das redes sociais.
Também estão sendo julgados pelo STF sete ex-colaboradores de Bolsonaro por acusações relacionadas aos atos de janeiro de 2023.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o suposto plano golpista teria sido frustrado por falta de apoio da alta cúpula das Forças Armadas.
(Com AFP)