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'Jeito brasileiro de lawfare' pegou Bolsonaro, diz colunista conservadora do WSJ

O texto é assinado por Mary Anastasia O'Grady, que é colunista do Wall Street Journal. Ela escreve semanalmente sobre política, economia e negócios na América Latina e Canadá.

15 set 2025 - 14h23
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Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado
Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado
Foto: EPA / BBC News Brasil

Um artigo de opinião no jornal americano Wall Street Journal no domingo (14/9) afirma que "o jeito brasileiro de praticar 'lawfare' pegou Bolsonaro", em referência à condenação do ex-presidente brasileiro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Lawfare" é um termo em inglês que combina as palavras "law" (lei) e "warfare" (guerra) e significa o uso de instrumentos legais para se atacar politicamente uma pessoa.

O texto é assinado por Mary Anastasia O'Grady, que é colunista do Wall Street Journal. Ela escreve semanalmente sobre política, economia e negócios na América Latina e Canadá.

A colunista é conhecida por suas visões conservadoras e críticas a governos de esquerda na América Latina.

Bolsonaro vem acusado o Judiciário brasileiro de praticar "lawfare" contra ele. Acusação semelhante já foi feita no passado por outros políticos — como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

O'Grady tece críticas em seu artigo de opinião à forma como o julgamento de Bolsonaro foi conduzida no STF, ao qual chama de "enviesado".

"O veredito é um duro golpe para os apoiadores de Bolsonaro. Mas muitos outros brasileiros, embora não sejam fãs do ex-presidente, também esperavam um resultado diferente", afirma a colunista.

O'Grady afirma que muitos se preocupam com a "politização da Suprema Corte" no Brasil. Ela diz que o tribunal está "ideologicamente alinhado contra Bolsonaro" — afirmando que alguns dos juízes que votaram contra o ex-presidente seriam seus adversários ou seriam ligados de alguma forma ao presidente Lula.

Ela elogia o voto do ministro Luiz Fux, que foi contra a condenação de Bolsonaro, e concorda com alguns dos argumentos colocados por ele no julgamento da semana passada.

"Bolsonaro parece ter se reunido com pessoas, incluindo militares, para discutir o que seu gabinete precisava fazer para transferir o poder de acordo com a Constituição, caso fraude eleitoral fosse descoberta. O Ministério Público alegou ter encontrado um 'projeto de decreto' que contemplava um plano para invocar a lei marcial", escreve a colunista.

"No entanto, como observou o ministro Fux, nenhum documento desse tipo foi protocolado no tribunal. Tampouco foram apresentadas provas de que Bolsonaro tenha tomado medidas para declarar estado de sítio. Fazer brainstorming não é crime, e nem intenções nem discurso são suficientes para condenar por tentativa de golpe."

O'Grady afirma que "a mídia sensacionalizou a notícia de outro documento, este escrito por um general do Exército, que cogitou maneiras de assassinar o presidente eleito Lula, seu vice-presidente eleito e o ministro Moraes".

"Mas o general testemunhou que estava apenas fazendo cogitações e que não compartilhou isso com o presidente. O tribunal não conseguiu provar que Bolsonaro participou de nada disso."

Ela diz que, durante a invasão de Brasília por manifestantes bolsonaristas em 8 de janeiro de 2023, Bolsonaro estava na Flórida, e portanto não poderia ser implicado nesses atos.

"Nada disso importou para o ministro Moraes e seus companheiros ideológicos no tribunal na semana passada. Eles tinham o homem certo e não encontrar um crime não os impediria de colocá-lo atrás das grades."

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