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Brasil

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Flávio aceita proposta de Lula para abrir sigilo; acordo está nas mãos do TSE

17 set 2026 - 09h13
(atualizado em 22/10/2026 às 15h26)
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Resumo
Em reta final para o segundo turno presidencial, marcado por empate técnico nas pesquisas entre Flávio Bolsonaro e Lula, as campanhas fecharam acordo no TSE para abrir sigilos bancários, fiscais e telefônicos de ambos e de pessoas ligadas a eles. A disputa é acirrada por investigações contra aliados de Flávio, queixas da campanha petista sobre restrições nas redes da Meta — gerando alerta na ONU —, incidentes diplomáticos com a Argentina e cobranças do Ministério Público sobre o voto indígena.

Texto protocolado junto ao ministro André Mendonça prevê a liberação de informações até as 23h59 desta quinta-feira. Acompanhe as últimas notícias das eleições.Eleitores brasileiros vão às urnas em outubro para eleger o próximo presidente da República, que iniciará um novo mandato presidencial após mais de quatro décadas de redemocratização.

Flávio condicionou abertura de sigilo ao cumprimento de algumas condições
Flávio condicionou abertura de sigilo ao cumprimento de algumas condições
Foto: DW / Deutsche Welle

Na disputa pelo Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro(PL) terminou o primeiro turno, realizado de 4 de outubro, na liderança, com 47% dos votos válidos, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,2%. Os dois disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.

Também foram eleitos os 513 deputados federais, os ocupantes das 54 vagas em disputa no Senado, além de governadores, deputados estaduais e deputados distritais.

Acompanhe aqui as principais notícias da campanha e do processo eleitoral.

Flávio aceita proposta de Lula para abrir sigilo; acordo está nas mãos do TSE

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira (22/01) um acordo para a abertura de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos à Presidência, com divulgação dos dados na internet.

O compromisso foi assinado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e prevê a liberação das informações até as 23h59 desta quinta-feira.

O texto, endereçado ao ministro André Mendonça, relator do caso na corte, pede que ele determine, "ainda hoje, a requisição de dados" aos órgãos competentes e "sua divulgação simultânea no DivulgaCandContas [portal do TSE] ou em outro sítio eletrônico de acesso público".

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a advogada de Flávio, Maria Claudia Buchianeri, disse que só mostrará os documentos de seu candidato depois de checar os de Lula. Ela também não descartaria peticionar no TSE para rever alguns pontos do acordo.

Desafio feito no debate da Band

Durante o debate na Band, no domingo anterior, Lula havia desafiado Flávio a abrir seu sigilo.

"Flávio, aqui muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você. Amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. Para que o povo saiba quem é ladrão", afirmou.

O senador e candidato do PL reagiu à proposta somente na quarta-feira, impondo condições para abrir seu sigilo, de familiares e empresas de sua propriedade. Uma delas era que a quebra de sigilo atingisse também Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula.

Lula, então, insistiu que a campanha adversária inclua entre os dados liberados a empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado Willer Tomaz e cuja conta bancária Flávio teria tido acesso como "usuário master", segundo a Polícia Federal.

ra (ots)

Flávio Bolsonaro fez churrasco com lobistas de farmacêutica e prostitutas durante a pandemia, diz revista

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de uma festa privada com garotas de programa a convite de lobistas da indústria farmacêutica em julho de 2020, em plena pandemia de covid-19.

O episódio foi revelado nesta quarta-feira (21/10) pela revista piauí, que afirma ainda que Flávio teria não só descido à cabine do barco com uma das prostitutas como também sido presenteado com um relógio da marca de luxo Rolex.

Os lobistas atuavam em nome da Precisa Medicamentos e tentavam fechar um negócio com o governo do presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, para produzir o imunizante Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

À época, o governo de seu pai mostrava-se pouco receptivo a propostas de outros laboratórios para compra de vacinas contra o vírus. Os brasileiros só começariam a ser vacinados no ano seguinte.

O contrato saiu, mas acabou suspenso. A Precisa atraiu a atenção dos congressistas na CPI da Pandemia, já que a Covaxin acabaria saindo por R$ 80 a dose - bem mais que os R$ 56,30 cobrados pela Pfizer e os R$ 18 da AstraZeneca.

ra/cn (ots)

Flávio exige acesso a informações de entorno de Lula para liberar sigilos

Após ser desafiado a abrir seu sigilo fiscal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), condicionou a medida à divulgação de informações relacionadas ao presidente, familiares, assessores, empresas associadas ao entorno de Lula e integrantes do governo federal.

Entre os pontos levantados pelo senador estão a aber tura de dados de pessoas próximas ao presidente, informações sobre empresas ligadas a familiares de Lula, registros de encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro e detalhes sobre gastos públicos, incluindo despesas pagas com o cartão corporativo da Presidência e compromissos institucionais da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

A petição também menciona pessoas e empresas associadas a investigações de interesse político e eleitoral, além de solicitar documentos relacionados a operações do governo, acessos a prédios oficiais e despesas da administração federal.

Campanha diz aceitar as condições

O petista já havia prometido abrir as próprias contas se Flávio fizesse o mesmo, mas a campanha do candidato do PL ampliou as condições, pedindo, por exemplo, o levantamento do sigilo das contas de Marco Aurélio Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete, e Fábio Luís Lula da Silva, "Lulinha", filho do presidente.

A campanha petista disse que não há objeção às exigências apresentadas pelo adversário, mas exige que Flávio aceite a mesma abrangência de divulgação para si, seus familiares e suas empresas.

O coordenador político da candidatura petista, o senador Camilo Santana, afirmou que a resposta formal será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

gq (OTS)

Especialistas da ONU cobram Meta por tratamento desigual a candidatos nas eleições

As acusações de que Instagram, Facebook e WhatsApp — redes sociais da Meta — estariam prejudicando a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaram especialistas das Nações Unidas a emitir um alerta nesta quarta-feira (21/10).

O comunicado, divulgado às vésperas do segundo turno e escrito por um grupo de voluntários, cita "graves preocupações sobre a liberdade de expressão e a igualdade de tratamento" entre as campanhas.

Os peritos mencionam relatos de interrupções em contas, queda no engajamento e alcance de publicações, restrições no Instagram e disparidades na distribuição de conteúdo político e nos resultados de busca.

Também apontam que jornalistas, representantes da sociedade civil e criadores de conteúdo teriam sofrido suspensões ou redução de visibilidade, com indícios de que contas ligadas a um dos lados da disputa "foram desproporcionalmente afetadas".

"Impedir que cidadãos alcancem suas audiências sem justificativa transparente compromete a essência da participação política", afirmam.

O grupo defende que medidas de combate à desinformação não podem restringir arbitrariamente a expressão legítima e alerta para o risco de sistemas de inteligência artificial se tornarem "guardiões invisíveis" do debate público.

Cobram ainda que a Meta audite seus sistemas de moderação, esclareça eventuais impactos desiguais e garanta mecanismos eficazes de recurso "a tempo de evitar danos eleitorais irreversíveis".

Conselho da Meta admitiu "falhas recorrentes"

Um dia antes, na terça-feira, o conselho de supervisão da Meta admitiu ter identificado "falhas recorrentes de aplicação" na moderação de conteúdo relacionada à eleição presidencial no Brasil.

As falhas identificadas envolveram, frequentemente, casos de "aplicação excessiva que suprime o discurso político e aplicação insuficiente que compromete a integridade eleitoral", afirmou o órgão, responsável por supervisionar de forma independente as decisões de moderação nas plataformas da empresa.

Em particular, foram citadas "restrições técnicas que afetaram as contas de um candidato presidencial no Brasil, gerando alegações de interferência eleitoral".

A campanha do presidente Lula alegou que a Meta estava restringindo a circulação de seu conteúdo no Instagram e no WhatsApp para favorecer o seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), antes do segundo turno da eleição.

ra (ots)

TSE pode restringir canais políticos de WhatsApp antes da eleição

Uma proposta em discussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê restringir o funcionamento de canais de WhatsApp com conteúdo político-eleitoral e mais de 200 mil seguidores entre as 48 horas anteriores e as 24 horas posteriores ao segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).

A medida atingiria o Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) que já tem mais de 7 milhões de inscritos e tem conseguido mobilizar a esquerda nas redes.

A proposta é debatida pelos ministros Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, e André Mendonça - ambos também ministros do Supremo Tribunal Federal que chegaram aos seus cargos por indicação do governo de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O texto justifica a medida pelo risco de disseminação de conteúdos ilícitos em um período em que a Justiça Eleitoral teria pouco tempo para reagir antes da votação.

Segundo o jornal O Globo, Nunes Marques afirmou que o texto é apenas um "esboço". De acordo com a reportagem, o presidente do TSE teria dito a interlocutores que é contrário à mudança e que não convocou reunião oficial para discutir o tema.

O debate ocorre em meio a recentes disputas judiciais envolvendo os canais Exército do Lula e Tropa do Flávio - este com cerca de 2 milhões de inscritos -. que vêm sendo usados pelas campanhas para mobilizar apoiadores e divulgar conteúdos políticos durante o segundo turno.

md/ra (ots)

Flávio Bolsonaro tem 45%; Lula, 44% no 2° turno, aponta pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21/10) indica um cenário de empate técnico na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula (PT) soma 44%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 14 de outubro, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo, de 46% para 45%, enquanto Lula manteve os 44%. Os votos brancos, nulos ou de eleitores que afirmam não votar permanecem em 9%, e os indecisos passaram de 1% para 2%.

Queda de rejeição

O levantamento também aponta queda na rejeição dos dois candidatos. A taxa de eleitores que dizem não votar em Lula recuou de 53% para 47%, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 54% para 52%.

A pesquisa ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro, em todas as regiões do país. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

md (ots)

Ministério Público denuncia dificuldades para indígenas votarem

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu nesta terça-feira (20/10) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, providências para garantir que a população indígena possa votar no segundo turno das eleições, no próximo domingo.

Segundo os dados do TSE, 287.157 indígenas estão aptos a votar nas eleições de 2026, um aumento de 84% em relação a 2024.

De acordo com o MPE, diversas lideranças indígenas relataram falta de transporte gratuito para o deslocamento dos eleitores no primeiro turno. Além disso, a falta de mesários que falem línguas indígenas também teria contribuído para a abstenção na votação.

O MPE afirmou que, após o primeiro turno, recebeu relatos de lideranças indígenas de diversos estados, incluindo Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco e Amazonas, apontando abstenções causadas pela oferta insuficiente de transporte das aldeias e terras indígenas até os locais de votação.

No Amapá, indígenas dos povos Tiriyó e Kaxuyana foram impedidos de votar por não entenderem as orientações dos mesários, que não se comunicavam nas línguas maternas. Também foram relatados casos de mães impedidas de votar por estarem acompanhadas de suas crianças de colo.

Já no Pará, eleitores da Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, relataram graves dificuldades logísticas para chegar aos locais de votação. Isso porque precisam enfrentar longo percurso de barco até Altamira, o que demanda combustível, transporte terrestre complementar e alimentação durante todo o trajeto de ida e volta.

No Amazonas, a Justiça Eleitoral negou a gratuidade de transporte fluvial, água e alimentação para indígenas de 43 aldeias da Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, no segundo turno, sob o argumento de que a solicitação foi protocolada pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) fora do prazo legal. Além disso, segundo a juíza Dálethe Borges Messias, em Atalaia do Norte, a Justiça Eleitoral não possui os recursos necessários para custear o transporte e alimentação dos indígenas.

Segundo a Univaja, em eleições anteriores houve uma articulação entre a Justiça Eleitoral e a entidade para garantir uma logística que permitisse a votação dos indígenas. Isso, porém, não ocorreu este ano, e por isso a abstenção dos indígenas no primeiro turno foi muito alta, de em torno de 30% a 35%.

O MPE lembrou que as regras eleitorais do próprio TSE preveem transporte gratuito, a ser organizado pela Justiça Eleitoral em articulação com órgãos públicos e considerando as particularidades das comunidades envolvidas, e estabelecem que os indígenas podem votar utilizando suas línguas maternas.

as (Agência Brasil, OTS)

Itamaraty acusa Milei de ingerência externa nas eleições

O Ministério das Relações Exteriores acusou o presidente da Argentina, Javier Milei, de tentar interferir nas eleições presidenciais.

Em nota desta terça-feira (20/10), o Itamaraty disse que "as novas ofensas" do argentino, "desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro."

Mais cedo, Milei, que é de ultradireita e apoia Flávio Bolsonaro, escrevera numa rede social sobre a campanha do presidente Lula: "A máscara está caindo para esses delinquentes... Espero que o último truque sujo de campanha deles não inclua roubar a eleição... esquerdista ladrão."

De acordo com a pasta, a manifestação de Milei é "antidemocrática", "inaceitável", "desequilibrada" e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo."

"A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas," finalizou o ministério, reforçando que o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro.

Turbulência diplomática

A possibilidade de interferência externa dominou a pauta das eleições deste ano, sobretudo em razão da escalada de pressão exercida pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, sobre o governo brasileiro.

Os laços diplomáticos entre Brasil e Argentina estão estremecidos desde julho, quando Milei participou do ato de lançamento da campanha de Flávio à Presidência. No evento, o argentino chamou Lula de "presidiário" e "ladrão", acusando-o de "desperdiçar" o dinheiro público do Brasil.

Ele ainda apoiou abertamente a candidatura de Flávio, afirmando que ele é o único político capaz de "parar o lixo socialista" nas urnas. Desde então, Milei reiterou os insultos em entrevistas à imprensa argentina e em redes sociais.

O Brasil, em resposta, dispensou o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, e decidiu não enviar o embaixador brasileiro a Buenos Aires enquanto continuarem os insultos do presidente do país vizinho a Lula.

ht (ots)

Lula autoriza quebra de sigilo bancário e desafia Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça-feira (20/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para que se levantem os sigilos bancário, fiscal e telefônico próprios e de seus parentes. A condição apontada pelo petista é que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo.

O desafio ao adversário, a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, já havia sido antecipado durante o debate na TV Bandeirantes, realizado no último domingo.

Lula colocou à disposição os seus dados pessoais relativos aos últimos oito anos, bem como os da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e dos seus cinco filhos.

"Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros", diz o documento.

Mendonça será relator

A peça lista uma pessoa jurídica vinculada a Lula e outras cinco que teriam ligações com Flávio, incluindo uma offshore.

Segundo Lula, seus sigilos e de seus familiares devem ser retirados caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo em relação a si; à esposa, Fernanda; aos pais, o ex-presidente Jair Bolsonaro e a suplente de deputada federal Rogéria Bolsonaro (PL-RJ); e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.

O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, foi sorteado para ocupar a relatoria do caso. Ele foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em julho de 2021 por Jair Bolsonaro, então presidente.

ht/ra (Agência Brasil, ots)

Conselho da Meta admite "falhas recorrentes" que afetam eleições do Brasil

O conselho de supervisão da gigante das redes sociais Meta afirmou nesta terça-feira (20/10) ter identificado "falhas recorrentes de aplicação" na moderação de conteúdo relacionada à eleição presidencial no Brasil, bem como às eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.

As falhas identificadas envolveram, frequentemente, casos de "aplicação excessiva que suprime o discurso político e aplicação insuficiente que compromete a integridade eleitoral", afirmou o órgão, responsável por supervisionar de forma independente as decisões de moderação nas plataformas Instagram, WhatsApp e Facebook, todas da Meta.

Em particular, foram citadas "restrições técnicas que afetaram as contas de um candidato presidencial no Brasil, gerando alegações de interferência eleitoral".

A campanha do presidente Lula alegou que a Meta estava restringindo a circulação de seu conteúdo no Instagram e no WhatsApp para favorecer o seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro, antes do segundo turno da eleição.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou na segunda-feira que a empresa apresentasse, em até 24 horas, provas de que está tratando de forma igualitária os dois presidenciáveis.

Empresa "precisa fazer mais"

Já nos EUA, a Meta admitiu "a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos antes das eleições de meio de mandato."

O órgão acrescentou: "Está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de fiscalização durante eleições sejam transparentes e consistentes, e que o discurso político seja protegido, em vez de sufocado."

A empresa de Mark Zuckerberg negou ter adotado qualquer medida para favorecer um dos lados na disputa eleitoral brasileira. Mas já havia afirmado anteriormente que alguns anúncios da campanha de Lula foram desativados por engano devido a falhas técnicas que não ocorreram apenas no Brasil.

ht/cn (AFP, ots)

PF faz operação em inquérito que investiga Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro

A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em Brasília, nesta segunda-feira (19/10), no âmbito do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o advogado Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas esportivas.

O alvo da operação, batizada de Linceu, é Humberto Fontoura Pradera, suspeito de ter facilitado acesso irregular a Willer Tomaz a processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pradera é ex-servidor do STJ.

O mandado da PF foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é relator do inquérito. Segundo as investigações, Pradera teria vazado minutas de decisões do STJ a Willer Tomaz, que é amigo de Flávio Bolsonaro. Pradera era secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação da corte, mas foi exonerado na semana passada.

As apurações da PF, segundo o jornal Estado de S. Paulo, apontam indícios de proximidade financeira entre Flávio e Willer. Entre os elementos reunidos está um e-mail que relaciona o senador à conta de uma empresa administrada pelo advogado. Em maio de 2025, o banco recebeu um pedido para retirar o nome de Flávio do cadastro da conta.

Os investigadores também mapearam ao menos cinco viagens ao exterior feitas pelos dois ao longo de 2025. De acordo com documentos analisados pela PF, empresas associadas a Willer custearam, ao menos em parte, bilhetes aéreos usados por Flávio e integrantes da família Bolsonaro.

Flávio e Willer negam acusações. O senador pelo PL e candidato à Presidência afirmou que mantém apenas relação de amizade com o advogado e que tentativas de "insinuar regularidades" são "mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos". "Essas insinuações não surgem por acaso. Aparecem agora, em pleno período eleitoral, com um propósito único: espalhar Fake News", completou Flávio Bolsonaro.

Já segundo Willer Tomaz, a divulgação do inquérito "trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas".

Fcl (ots)

Nexus: Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% e Lula com 49,7% no 2º turno

Nova pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (19/10), a menos de uma semana do segundo turno, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em nova situação de empate técnico, mas com uma diferença cada vez mais apertada.

Flávio aparece com 50,3% das intenções de votos válidos, seguido por Lula, que somou 49,7%. Os votos válidos excluem os brancos, nulos e indecisos.

Em relação à última pesquisa, divulgada em 13 de outubro, a diferença entre os dois candidatos se reduziu de 3,2 pontos para 0,6.

Considerando a margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo e a distância entre os dois candidatos, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados.

Já na amostra total do cenário estimulado, Flávio registrava 46,5% e Lula, 45,9%. Outros 4,7% dizem votar em branco ou nulo e 2,9% não sabem ou não responderam.

No levantamento anterior de cenário de segundo turno de votos totais, Flávio tinha 47,9% dos votos totais, e Lula, 45,1%, enquanto 4,7% diziam votar em nenhum, em branco ou nulo, e 2,3% não sabiam ou não responderam

A Nexus entrevistou 2.002 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Mudança de seções eleitorais pelo TSE cai de 4 mil para cerca de 500 locais

O sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou, nesta segunda-feira (19/10), o número de locais de votação alterados entre o primeiro e o segundo turno. De acordo com os novos dados, as mudanças estão previstas em 554 seções eleitorais em 22 estados, afetando cerca de 160 mil eleitores. Por isso, o órgão recomenda que os eleitores confiram, antes de sair para votar no próximo domingo (25/10), o endereço de suas seções eleitorais.

Na sexta-feira (16/10), o TSE havia informado que 4,3 mil locais de votação seriam alterados. No domingo, o número tinha caído pela metade, chegando a cerca de 2 mil seções.

Os dados vêm sendo enviados pelos Tribunais Regionais Eleitorais e compilados pelo TSE. Segundo a Justiça Eleitoral, as incongruências nos números ocorrem porque alguns locais dados como alterados na realidade têm o mesmo endereço da seção utilizada no primeiro turno. Há também casos em que locais utilizados provisoriamente no primeiro turno devem ser mantidos para o segundo turno.

"As mudanças ocorrem por motivos práticos: desde reformas de última hora e melhorias de acessibilidade em prédios públicos até o impacto de fortes chuvas, que exigiram a transferência preventiva de locais danificados para instalações vizinhas e mais seguras", informou o TSE, em nota. O órgão ainda afirma que a responsabilidade pelas mudanças nos endereços compete individualmente às zonas eleitorais, que conhecem a realidade dos municípios a que pertencem e, assim, podem avaliar a infraestrutura disponível.

fcl (ots)

Janones é internado na UTI com arritmia cardíaca após debate presidencial

O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado na madrugada desta segunda-feira (19/10) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

Ele deu entrada no hospital com quadro de arritmia cardíaca e falta de ar às 2h. Antes do atendimento médico, Janones acompanhava presencialmente o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo, na Rede Bandeirantes.

Em um vídeo publicado após o debate, marcado por bate-boca e gritos da plateia, ele chegou a reclamar de exaustão. Segundo a assessoria do parlamentar, Janones apresenta quadro estável.

Janones é o criador do movimento "Exército de Lula" e ganhou maior protagonismo na campanha do petista após o resultado do segundo turno, quando começou a convocar apoiadores do presidente nas redes sociais para a ação.

gq (OTS)

Deputado do PL é detido após disparar arma em boate de São Paulo

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido por algumas horas na madrugada desta segunda-feira (19/10) após disparar uma arma em uma casa de festas na zona oeste de São Paulo.

O episódio não deixou feridos, e o deputado foi liberado após prestar depoimento à polícia, informou a defesa.

Segundo o portal de notícias G1, testemunhas afirmam que ele estava bêbado e incomodando as pessoas que estavam no local.

Imagens exibidas pelo programa Bom Dia, Brasil, da TV Globo, mostram o deputado cabisbaixo, aos prantos e cambaleando enquanto era conduzido por policiais.

Aguiar alega que estava "sob efeito de medicamentos, que provocaram uma reação adversa, e acabou se envolvendo em uma discussão".

Horas antes, ele havia participado de um ato de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista.

Além da carreira política, Aguiar fez fama como cantor sertanejo gospel. Ele não conseguiu se reeleger, mas se classificou como 12º suplente.

ra/md (ots)

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