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Enel SP pede perícia independente em defesa de sua concessão

Empresa criticou critérios da Aneel na avaliação dos apagões

15 mai 2026 - 16h49
(atualizado às 17h31)
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A Enel São Paulo solicitou uma avaliação técnica independente à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como parte de um processo que pode levar à revogação de sua concessão na principal região metropolitana do país.

Enel corre risco de perder concessão na maior região metropolitana do Brasil
Enel corre risco de perder concessão na maior região metropolitana do Brasil
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O pedido consta da defesa apresentada pela empresa italiana após a abertura, em abril, de um processo de revogação da concessão, decisão unânime da autoridade reguladora em decorrência dos repetidos apagões registrados entre 2023 e 2025.

Em um documento com mais de cem páginas, a Enel argumenta que somente uma avaliação especializada, confiada a especialistas em meteorologia e infraestrutura elétrica, pode esclarecer o impacto de eventos climáticos extremos nos serviços de distribuição.

A empresa manifestou sua disposição em arcar com os custos da avaliação e propõe que os especialistas sejam nomeados conjuntamente pela Aneel e pela própria concessionária.

A defesa se concentra principalmente nos apagões de dezembro de 2025, quando mais de 2,2 milhões de clientes ficaram sem energia elétrica após fortes tempestades.

Segundo a Enel, o contrato de concessão assinado em 1998 não inclui parâmetros específicos para o restabelecimento do serviço em caso de eventos climáticos excepcionais, e tais critérios também não são contemplados pelo atual marco regulatório da Aneel.

A empresa alega ainda que foi submetida a critérios mais rigorosos do que outras distribuidoras brasileiras, supondo possíveis violações do princípio da igualdade de tratamento.

A petição cita também um parecer da consultoria Alvarez & Marsal, que concluiu que a Enel São Paulo estava cumprindo os indicadores contratuais referentes à duração e frequência das interrupções de energia.

Concluída a fase de defesa, a Aneel deverá agora analisar os argumentos apresentados antes de decidir se recomenda ou não ao Ministério de Minas e Energia a revogação definitiva da concessão. 

Ansa - Brasil
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