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Em áudio, ministro diz que tomou vacina "escondido"

O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, disse ter tomado a vacina escondido e que tentou convencer Bolsonaro a se imunizar

27 abr 2021 22h03
| atualizado às 22h46
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O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, disse nesta terça-feira ter tomado escondido a vacina contra Covid-19 e afirmou que tenta convencer o presidente Jair Bolsonaro a também se imunizar, diante do que considera risco para a vida do presidente, segundo áudio vazado de uma reunião.

"Estou envolvido pessoalmente tentando convencer o nosso presidente, independente de todos os posicionamentos, que nós não podemos perder o presidente para um vírus desse. A vida dele, no momento, corre risco", disse Ramos durante reunião do Conselho de Saúde Suplementar, no Palácio do Planalto, em áudio vazado.

O ministro-chefe da Casa Civil, o general Luiz Eduardo Ramos, entrega caneta a Bolsonaro durante sua cerimônia de posse
O ministro-chefe da Casa Civil, o general Luiz Eduardo Ramos, entrega caneta a Bolsonaro durante sua cerimônia de posse
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil (04/07/2019) / Estadão Conteúdo

Ao longo da pandemia, que já matou mais de 395 mil pessoas no Brasil, Bolsonaro disse diversas vezes que não tomaria o imunizante, mas recentemente mudou de discurso e admitiu a possibilidade de ser vacinado.

Na gravação, Ramos disse ter tomado a vacina escondido e destacou que as novas variantes são violentas. Ele afirmou ter optado por se imunizar porque, como qualquer ser humano, quer viver.

Em nota, a Casa Civil informou que no dia 18 de abril o ministro tomou a primeira dose da vacina da AstraZeneca em Brasília "como cidadão comum, em seu carro e enfrentando fila como qualquer brasileiro".

"Ao dizer, de maneira informal, que teria tomado a vacina 'escondido', o ministro se referia ao fato de ali estar um dos mais de 38 milhões de brasileiros que já se vacinaram e não um ministro de Estado", disse a nota.

"É importante ressaltar que a vacinação do ministro foi divulgada, à época, na imprensa. O ministro, portanto, não tomou a vacina de forma escondida e nunca foi orientado a não relatar tal fato. Apenas não quis fazer desse momento um ato político", reforçou a nota.

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