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PGR não vê crime em conversa de Bolsonaro sobre CPI da Covid

O presidente Bolsonaro, em conversa com o senador Jorge Kajuru, pediu a ampliação do escopo da CPI para investigar governadores e prefeitos

27 abr 2021 18h45
| atualizado às 18h53
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O procurador-geral da República, Augusto Aras, não viu crime do presidente Jair Bolsonaro na conversa telefônica que teve com o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) na qual pediu a ampliação do escopo da CPI da Covid para abranger a apuração também de ações de governadores e prefeitos, além do governo federal.

Parlamentares de oposição recorreram a Aras com um pedido para investigar Bolsonaro pelos supostos crimes de corrupção ativa e advocacia administrativa, o que foi rejeitado pelo procurador-geral.

Presidente Jair Bolsonaro participa de cúpula virtual sobre o clima em Brasília
22/04/2021 Marcos Correa/Presidência da República via REUTERS
Presidente Jair Bolsonaro participa de cúpula virtual sobre o clima em Brasília 22/04/2021 Marcos Correa/Presidência da República via REUTERS
Foto: Reuters

"Não se justifica a instauração de procedimento de investigação em face da autoridade noticiada. O diálogo reproduzido consiste em conversa informal e privada travada entre o presidente da República e um senador, a respeito dos futuros trabalhos de Comissão Parlamentar de Inquérito voltada para a apuração das responsabilidades no âmbito do combate à epidemia do vírus SARS-CoV-2", disse Aras, em parecer que recomenda o arquivamento do pedido.

Na conversa telefônica, Bolsonaro afirmou a Kajuru: "Se mudar (o objeto da CPI), dez para você, porque nós não temos nada a esconder. Se não mudar, a CPI vai simplesmente ouvir o (ex-ministro da Saúde Eduardo) Pazuello, ouvir gente nossa para fazer um relatório sacana."

A conversa foi gravada e divulgada por Kajuru nas redes sociais. O presidente depois se queixou da divulgação.

Com o governo em minoria, a CPI da Covid foi instalada formalmente na manhã desta terça e terá como foco investigações sobre as ações do Executivo Federal no enfrentamento à pandemia, além da apuração do uso de recursos federais por governadores e prefeitos na crise sanitária.

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