Dois réus são condenados a 28 anos por latrocínio de motorista de aplicativo em Porto Alegre
Para a Justiça, o conjunto de provas comprovou a autoria, a materialidade do crime e a atuação conjunta dos réus
A Justiça de Porto Alegre condenou dois homens a 28 anos de prisão em regime fechado pelo latrocínio do motorista de aplicativo Cláudio Alba França. O crime ocorreu em maio, quando os réus solicitaram uma corrida para emboscar a vítima, morta com 13 facadas antes de ter o carro roubado e o corpo abandonado em uma estrada. A condenação, sem direito a recorrer em liberdade, baseou-se em dados de GPS, câmeras de segurança, rastreamento do veículo e exames genéticos que comprovaram a autoria conjunta.
Dois homens foram condenados a 28 anos de reclusão, cada um, pelo latrocínio do motorista de aplicativo Cláudio Alba França, em Porto Alegre. A sentença foi proferida na segunda-feira (6), pela 3ª Vara Criminal do Foro Central, e determinou o cumprimento das penas em regime inicial fechado, além do pagamento de multa. Os réus também tiveram as prisões preventivas mantidas e não poderão recorrer em liberdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), os dois agiram em conjunto para atrair a vítima até um local ermo com o objetivo de roubar o veículo. O crime ocorreu na madrugada de 24 de maio, na Estrada do Rincão, no bairro Belém Velho, na Zona Sul da Capital. Conforme a investigação, um dos denunciados solicitou a corrida e, ao chegarem ao destino, os réus anunciaram o assalto e atingiram o motorista com 13 golpes de faca ainda dentro do automóvel.
Após o ataque, os criminosos retiraram o corpo de Cláudio do veículo e o abandonaram às margens da estrada antes de fugirem com o carro, que capotou pouco depois na mesma via. A condenação foi baseada em provas periciais, dados de geolocalização da plataforma de transporte, registros de rastreamento do automóvel, imagens de câmeras de monitoramento e exames genéticos. Para a Justiça, o conjunto de provas comprovou a autoria, a materialidade do crime e a atuação conjunta dos réus.
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