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Diretor de filme que leiloou virgem tem visto negado no Brasil

5 nov 2012
12h37
atualizado às 12h43
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Liz Lacerda
Direto de Sydney

O diretor do documentário 'Virgins Wanted', Justin Sisely, teve seu visto negado para entrada no Brasil. "Isso pode ter acontecido porque, aparentemente, sou um traficante sexual", lamentou o australiano. Sisely é o idealizador do leilão em que a brasileira Ingrid Migliorini, mais conhecida como Catarina, vendeu a virgindade por US$ 780 mil (mais de R$ 1,5 milhão) para um japonês denominado Natsu.

Catarina, que também viajaria para participar de um desfile, decidiu permanecer na Austrália. "A empresa que nos contratou não está feliz, porque todos os ingressos estavam vendidos e as roupas já haviam sido confeccionadas e pagas", destacou. O evento acontece na terça-feira, sem a participação da brasileira.

O diretor havia alterado a data da primeira relação sexual de Catarina, que estava prevista para o domingo, dia 4, em função da viagem ao Brasil. Agora, os planos devem ser revistos. "Basicamente, nós mudamos o filme por causa deste show; mas o documentário continua", explicou. Catarina deve perder a virgindade ainda este mês, em Sydney. "De qualquer forma, haverá outras oportunidades (para visitar o Brasil)", prevê Sisely.

Se viajar, o australiano corre o risco de ser preso. Conforme o artigo 231 do Código Penal, "promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro" é crime sujeito a oito anos de reclusão, além de multa. Ou seja, convencer alguém a exercer a prostituição fora do país ou ajudar com vistos, passagens ou acomodação é crime previsto na legislação brasileira e em tratados internacionais.

Em função disso, o subprocurador-geral da República, João Pedro de Saboia Bandeira de Mello Filho, ordenou uma investigação sobre o caso. Num ofício que teria sido encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores, Mello Filho estaria recomendando um contato com as autoridades policiais e judiciárias da Austrália para impedir a consumação do ato. O subprocurador também teria solicitado a revogação do visto de Catarina e sua deportação ao Brasil.

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Foto: Divulgação

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