Acirramento dos conflitos no Mato Grosso do Sul fizeram com que a Força Nacional e a Polícia Federal atuassem no Estado
Foto: Marcos Ermínio/Campo Grande News / Especial para Terra
Em meio à tensão entre os índios que ocupam a fazenda Buriti em Sidrolândia (MS), a presidente Dilma Rousseff afirmou que defende uma saída negociada, mas reiterou que o Brasil é um país onde leis são cumpridas. Dilma negou discutir decisões judiciais - para ela, a definição da Justiça de reintegração de posse deve ser cumprida.
"Eu acho que essa é uma questão que tem de ser feita com base no diálogo. Agora, o governo brasileiro cumpre lei rigorosamente. O que a Justiça dispõe para nós fazermos, nós cumprimos", afirmou Dilma, em entrevista coletiva.
Ao todo, 110 homens da Força Nacional foram convocados para a missão no Mato Grosso do Sul
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Cardozo chegou à Base Militar de Campo Grande no início da manhã e se encontrou com o governador do Estado, André Puccinelli (PMDB)
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Em nota divulgada na noite de sexta-feira, a Funai criticou o cumprimento da ordem de desocupação da fazenda Buriti e disse que não foi informada sobre a operação
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Dilma pediu para Cardozo manter o diálogo em região de conflito indígena no MS
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu rigor na apuração do conflito no MS
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De acordo com decisão judicial, os índios teriam até as 9h desta quarta para deixar a fazenda Buriti, ocupada desde o dia 15
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Além do envio da Força Nacional, Cardozo disse que o efetivo da Polícia Federal será ampliado no Estado em função do acirramento dos conflitos
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"O Brasil sempre prefere uma solução negociada, uma solução sem atrito. Agora, nós também temos uma característica: nós cumprimos a lei, e achamos que a lei não é algo que as pessoas possam falar 'não gosto dessa, gosto daquela'. Não é assim. Todo mundo neste País cumpre lei. Do presidente da República ao bebê que acaba de nascer", disse Dilma.
Ontem, em entrevista coletiva, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que a presidente Dilma teria criticado a polícia de Mato Grosso do Sul por ter acatado a decisão de reintegração de posse. Hoje, ele declarou, em nota, ter cometido um equívoco sobre a posição da presidente.
30 de maio - Indígenas atearam fogo em prédios da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, durante operação de reintegração de posse realizada na quinta-feira. Durante confronto com policiais militares e federais, um índio morreu baleado e outros quatro ficaram feridos
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
30 de maio - Incêndio produziu grande coluna de fumaça em fazenda no interior de MS
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30 de maio - Construção ficou destruída após incêndio
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30 de maio - A propriedade fica no interior da Terra Indígena Buriti, declarada pelo Ministério da Justiça como de ocupação tradicional em 2010
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30 de maio - Indígenas começam a deixar fazenda após operação de reintegração de posse
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30 de maio - Operação de retirada dos índios foi marcada pela tensão
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3 de junho - Osiel Gabriel foi enterrado em cemitério próximo à fazenda ocupada
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3 de junho - Lideranças indígenas prestam últimas homenagens a jovem terena morto em confronto com policiais
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3 de junho - Segundo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), cerimônia de sepultamento ocorreu em um misto de tristeza e indignação
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3 de junho - Corpo de Osiel passou por perícias para determinar origem do tiro que matou o jovem
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3 de junho - Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenta negociar um encontro entre os indígenas e a presidente Dilma Rousseff
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3 de junho - Indígenas prometem permanecer na fazenda ocupada mesmo após nova ordem de reintegração de posse
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3 de junho - Grupo da etnia terena se sentiu traído com decisão após negociar 'trégua' em reunião com o CNJ
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3 de junho - Índios rasgam cópias da decisão judicial que os obriga a deixar a fazenda Buriti em 48 horas
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3 de junho - Corpo do índio Osiel Gabriel, morto em confronto com policiais federais e militares, é enterrado em clima de revolta na aldeia Córrego do Meio, em Sidrolândia (MS)
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