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DF: Bope poderá usar armas de choque e robôs na Copa das Confederações

12 jun 2013 - 21h04
(atualizado às 21h17)
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O efetivo do Bope é formado todos os dias por 70 policiais, parte deles no Setor Policial Sul e outra nos locais que necessitam de vigilância
O efetivo do Bope é formado todos os dias por 70 policiais, parte deles no Setor Policial Sul e outra nos locais que necessitam de vigilância
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) começou nesta quarta-feira as ações para garantir a segurança da cidade durante a Copa das Confederações, que começa sábado, com a partida entre as seleções do Brasil e do Japão no estádio Nacional Mané Garrincha. Os agentes do Bope dispõem de armas e equipamentos, que variam de pistolas de choque elétrico a robôs, para uso em situações que envolvam reféns ou artefatos explosivos, tanto no estádio quanto nos hotéis onde ficarão hospedadas as delegações estrangeiras e nos locais de treinamento.

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O comando do Bope apresentou nesta terça-feira os recursos que serão usados em sua missão, que tem início hoje com a chegada da equipe do Japão a cidade. Nessa missão, o efetivo é formado todos os dias por 70 policiais, parte deles no Setor Policial Sul e outra nos locais que necessitam de vigilância.

Robôs e pistolas de choque elétrico fazem parte dos equipamentos que o Bope utilizará na segurança da Copa das Confederações. Um robô é canadense e já veterano em eventos esportivos: já participou do policiamento dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. O segundo robô, que estreará nesta competição, chegou ao Brasil há alguns dias e tem tecnologia mais avançada. Sua primeira tarefa foi na semana passada: examinar um pacote suspeito num carro oficial, durante um treinamento.

Os dois robôs são operados pelo Esquadrão Antibombas do Bope para localizar e recolher artefatos explosivos, guiados por câmeras de televisão e operados a distâncias de até 300 metros pelos policiais. Para a tarefa, o esquadrão conta com 18 homens que também usam outros recursos, como braços robóticos para executar tarefas que os robôs não conseguem.

O equipamento do Bope para trabalhar na Copa das Confederações inclui ainda armamento convencional, como rifles com mira telescópica, pistolas, granadas de gás lacrimogênio e gás de pimenta, óculos para visão noturna e material para rappel. A pistola taser é uma arma não letal que também equipa os policiais do batalhão. De acordo com oficiais do Bope, a pistola produz um choque que incapacita o indivíduo por cinco segundos.

Segundo os policiais, enquanto a carga elétrica estiver ativada contra o alvo ele fica paralisado. Por isso, é uma arma usada para ações rápidas, como nos casos de tentativas de suicídio. Outro equipamento não letal com que o Bope conta para as suas ações é a munição de borracha. Entre as armas letais, estão as submetralhadoras HK de 9 milímetros.

Agência Brasil Agência Brasil
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