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CPI aprova quebra de sigilo de líder do governo e adia convocação de Braga Netto

3 ago 2021 13h20
| atualizado às 15h08
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A CPI da Covid no Senado aprovou, nesta terça-feira a quebra de sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático do líder do governo da Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) e adiou a convocação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, em seu primeiro dia de sessão depois do recesso do Congresso.

03/08/2021
REUTERS/Adriano Machado
03/08/2021 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Barros teria sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo o deputado Luís Miranda (DEM-DF), como envolvido nas irregularidades nas negociações da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, representado na época pela empresa Precisa Medicamentos.

Segundo Miranda, ao contar ao presidente Jair Bolsonaro sobre as pressões que seu irmão, o servidor da Saúde Luis Ricardo Miranda, estava sofrendo para liberar a compra da Covaxin --que ainda não tinha aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e era o valor mais alto entre as vacinas compradas pelo ministério--, ouviu de Bolsonaro que era "esquema" de Barros.

O líder do governo nega as acusações e tem cobrado os senadores para ser ouvido. Seu depoimento está marcado para a próxima semana, mas os senadores queriam ter em mãos as quebras de sigilo antes de ouvi-lo.

Em meio as mais de uma centena de requerimentos aprovados, estão também as quebras de sigilos de sites e blogs bolsonaristas e seus autores, acusados de divulgarem informações falsas sobre a pandemia.

O requerimento sobre a rádio Jovem Pan, que estava incluído nesse grupo, foi retirado pelo relator, senador Renan Calheiros.

Também foi retirado de pauta um dos requerimentos mais polêmicos, o da convocação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O ministro ocupava a Casa Civil até abril deste e coordenou o grupo ministerial de combate à Covid-19.

Diante da resistência à convocação, inclusive de senadores do chamado grupo independente, como Otto Allencar (PSD-BA). Vieira preferiu a retirada de pauta, mas prometeu reapresentar futuramente o requerimento.

Já Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, será reconvocado pela CPI, depois de já ter comparecido em junho. Responsável direto pela negociação de vacinas, Franco é um dos principais alvos da CPI.

A CPI também aprovou a apresentação de pedido judicial para o afastamento de Mayra Isabel Correia Pinheiro, conhecida como "capitã cloroquina", do cargo público de Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde.

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