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Corpo de Marielle chega à Câmara Municipal para velório

15 mar 2018 - 15h03
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Com cartazes e faixas homenageando Marielle, os manifestantes pediam por justiça
Com cartazes e faixas homenageando Marielle, os manifestantes pediam por justiça
Foto: Reuters

O corpo da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes chegaram, às 14h30, à Câmara Municipal, no centro do Rio, onde ocorre o velório. Uma multidão, ocupando toda a frente do prédio, na Cinelândia, se emocionou à passagem do caixão.

Com cartazes e faixas homenageando Marielle, os manifestantes pediam por justiça e gritavam o nome dela e, em seguida, respondiam: "presente!".

A passagem do caixão com o corpo da vereadora, carregado por políticos do PSOL e lideranças sociais, foi intensamente aplaudida em todo o trajeto até o Salão Nobre da Câmara.

A passagem do caixão com o corpo da vereadora, carregado por políticos do PSOL e lideranças sociais, foi intensamente aplaudida em todo o trajeto até o Salão Nobre da Câmara.

Brasília

Com girassóis em punho e uma faixa preta em sinal de luto, parlamentares de diversos partidos homenagearam, em sessão solene da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (15), a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista dela Anderson Gomes, assassinados na noite de quarta-feira (14) no centro do Rio de Janeiro.

Conduzida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a sessão foi iniciada com um pronunciamento da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), prestando solidariedade às famílias. Ela disse estar indignada "face a mais um crime hediondo contra uma mulher negra, do povo, uma ativista dos direitos humanos".

"Cada uma de nós, sobretudo nós mulheres, nos sentimos morrendo um pouco, no dia de ontem [quarta-feira, 14]. Não vão conseguir calar a voz da Marielle, que vai ser reproduzida por milhões. Estamos muito magoados, não vamos desistir da luta, não vamos permitir que essa luta pelos direitos humanos e pela democracia seja calada".

Emocionada, Erundina também pediu que um vídeo onde Marielle fala da sua trajetória fosse exibido. Nele, a vereadora destaca sua luta, iniciada no ano 2000, na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, por mais cultura e educação, e em defesa dos negros e pobres.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), se referiu ao crime como una execução, e pediu empenho para que os culpados sejam presos.

"Não vamos esquecer. As ideias são à prova de bala", disse o deputado Jean Willys (PSOL-RJ). O deputado pediu ao presidente da Casa a criação de uma comissão externa para acompanhar a investigação do assassinato.

Ao final da sessão Rodrigo Maia anunciou que vai criar a comissão externa para acompanhar a investigação do crime.

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