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Congresso pode anular sessão que tirou Jango do poder

13 nov 2013
17h48
atualizado às 17h48
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O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou nesta quarta-feira, em Plenário, que pretende incluir, na próxima sessão do Congresso, um projeto que anula a sessão que destituiu, em 1964, o então presidente João Goulart (1919-1976), o Jango, por meio do golpe militar. O anúncio foi feito no dia em que os restos mortais do ex-presidente estão sendo exumados em São Borja (RS), para determinar se Jango foi ou não assassinado durante a ditadura militar. As informações são da Agência Senado.

O projeto de resolução de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS) torna nula a sessão da madrugada de 1º de abril para 2 de abril de 1964, na ocasião do golpe militar, em que se declarou vaga a Presidência da República, enquanto Jango estava em território nacional. A sessão do Congresso está marcada para a próxima terça-feira.

A exumação servirá para apurar a suspeita de que Jango tenha sido morto por envenenamento, durante exílio na Argentina em 1976, o que contraria a versão oficial de que ele foi vítima de um ataque cardíaco. Christopher Goulart, neto e advogado da família, diz que não há dúvidas de que o avô foi assassinado durante a ditadura. A exumação do corpo de um ex-presidente é um fato inédito no Brasil. O trabalho começou por volta das 7h no cemitério Jardim da Paz, em São Borja, a 594 quilômetros de Porto Alegre (RS).

Depois do procedimento, o corpo de Jango será levado a Santa Maria, de onde sairá na quinta-feira rumo a Brasília, com honras de chefe de Estado. No dia 5 de dezembro, o corpo de Jango voltará ao Rio Grande do Sul, onde será recebido no Palácio Piratini pelo governador Tarso Genro. No dia seguinte, data que marca os 37 anos da morte do ex-presidente, será levado de volta a São Borja.

 

 

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Fonte: Terra
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