CNBB se pronuncia sobre 2º turno e pede 'trabalho digno' e proteção da natureza
Bispos também rogaram por intercessão de Nossa Senhora Aparecida
Em comunicado sobre o segundo turno eleitoral, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defendeu a proteção ao meio ambiente, os direitos humanos e o acesso a trabalho digno, saúde e educação. A entidade ressaltou a importância da preservação do Estado Democrático de Direito e do respeito ao resultado das urnas, orientando os cidadãos a votarem de forma consciente, considerando a trajetória dos candidatos e seus compromissos com a democracia e a melhoria das condições de vida da população.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou um comunicado sobre o segundo turno das eleições presidenciais e alertou que o país precisa de "trabalho digno", proteção ao meio ambiente e garantia para os direitos humanos.
A mensagem foi aprovada pelo Conselho Permanente da CNBB e ressalta a "importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas", além de encorajar a "participação consciente de todos" no processo eleitoral.
"Às vésperas do segundo turno das eleições, dirigimo-nos ao povo brasileiro com fraterna estima. O Brasil, como país soberano, necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade. Precisa cuidar do meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz", diz o comunicado.
Segundo o texto, "o desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos e oportunidades às novas gerações". A CNBB também convida os eleitores a "considerar a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida do povo".
"Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por nós e ajude-nos a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz", conclui a mensagem.
A CNBB chegou a ser acusada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) de fomentar notícias falsas sobre um suposto projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país. Na ocasião, a conferência respondeu que "a mentira não se combate com outra mentira".
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