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Vídeo: homem é flagrado misturando produtos em academia onde professora passou mal na piscina

Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após passar mal durante a aula de natação no começo da tarde do último sábado. Polícia diz que funcionário, que não foi identificado, se apresentará à polícia nesta terça-feira; academia diz ter prestado apoio às vítimas

9 fev 2026 - 22h56
(atualizado às 23h06)
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Uma câmera de monitoramento da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal na piscina no último final de semana, flagrou o momento em que um funcionário faz uma mistura de produtos químicos. A professora foi levada ao hospital, mas não resistiu e morreu.

A vítima começou a passar mal durante a aula de natação no começo da tarde de sábado, 7. O marido dela, Vinicius de Oliveira, 31, que também participou da atividade, está internado em estado grave. Ao menos cinco pessoas, ao todo, tiveram um mal-estar ao ter contato com a água.

Ao Estadão, o delegado Alexandre Bento, que está à frente das investigações, informou que o suspeito de fazer a mistura ainda não prestou depoimento à polícia, mas deve se apresentar às autoridades nesta terça, 10, junto da sua advogada. A identidade dele não foi informada e, por isso, não foi possível localizar a defesa.

Os donos da academia também não prestaram esclarecimentos até o momento, acrescentou o delegado. Procurada, a direção da Academia C4 GYM disse lamentar profundamente o ocorrido e afirma ter prestado apoio às vítimas.

Funcionário da academia faz mistura de produtos químicos em academia onde professora passou mal na piscina; ela não resistiu
Funcionário da academia faz mistura de produtos químicos em academia onde professora passou mal na piscina; ela não resistiu
Foto: Câmera de monitoramento/Reprodução / Estadão

Imagens flagram mistura

De acordo com as imagens, o homem aparece em uma área anexa à da academia. Ele pega um balde aparentemente vazio, se dirige a uma parte deste espaço onde as câmeras não alcançam e começa a fazer o que parece ser uma mistura de produtos. É possível ver que, conforme o homem mexe o balde, uma fumaça branca sai do recipiente.

Neste momento, o relógio da câmera apontava para 13h24. A aula de natação que Juliana, o marido e outros alunos participaram, na qual passaram mal, aconteceu minutos depois.

Outras câmeras internas da academia mostram que às 13h37, durante a aula, as pessoas começam a sair da piscina. Algumas aparentavam fraqueza e dificuldade, e tiveram de ser auxiliadas por outras colegas, que as puxam para fora da água.

De acordo com testemunhas, os alunos sentiram um forte cheiro químico na água, seguido de sintomas como queimação nos olhos e episódios de vômito.

O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde no 6º DP (Santo André) e está sendo investigado pelo 42º DP (Parque São Lucas). A principal suspeita é de que, ao entrar em contato com a água, os produtos podem ter provocado uma reação química, liberando gases tóxicos que podem ter causado lesões nas vias aéreas dos alunos.

Por esse motivo, a Polícia Civil apreendeu uma série de produtos usados para a manutenção da piscina e a perícia apura se houve erro na dosagem dos elementos ou o uso de substâncias irregulares para o tratamento da água.

Depois do episódio, a unidade da rede C4 Gym do Parque São Lucas, onde o caso aconteceu, foi interditada. A subprefeitura de Vila Prudente informou que barrou o estabelecimento devido a uma "situação precária de segurança". Segundo nota, a interdição também ocorreu em razão da ausência de Auto de Licença de Funcionamento e de irregularidades relacionadas aos CNPJs vinculados à atividade exercida no endereço.

Estadão
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