Um dos chefes da maior milícia do Rio deixou presídio após Justiça enviar mandado de prisão para e-mail desativado há 5 anos
Peterson Luiz de Almeida, conhecido como Pet ou Flamengo, deixou presídio na capital mesmo tendo a prisão preventiva decretada
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro afirmou que permitiu a liberação do detento Peterson Luiz de Almeida, também conhecido como Pet ou Flamengo, porque não havia recebido informações sobre a mudança do tipo de prisão, de temporária para preventiva. Ele foi solto no dia 29 de outubro.
Pet estava preso na unidade prisional José Frederico Marques, localizada em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com a Seap, a notificação sobre a conversão da prisão foi encaminhada pela Justiça para um endereço de e-mail que estava inativo há 5 anos.
Após o episódio, a secretaria informou que tem mantido contato com o sistema judiciário por meio dos meios de comunicação oficiais atualizados.
Segundo a secretaria, um documento de "nada consta" foi registrado no portal da Polícia Civil no domingo, 29, e até a noite desta segunda-feira, 30 de outubro, o mandado de prisão preventiva ainda não havia sido inserido no sistema.
“A secretaria não foi notificada por meios oficiais […], estando de posse de documentos que comprovam essa afirmação, incluindo um nada consta emitido pela Polícia Civil no último dia 29 de outubro e consulta à tela do BNMP/CNJ — a qual segue, até as 21h desta segunda-feira (30/10), sem sinalizar a citada decisão”, diz um trecho do comunicado.
A secretaria comunicou que no dia 25 foi enviado um alerta à Justiça, destacando a situação do prazo da prisão de Pet. A medida foi tomada devido ao histórico e a ligação criminosa de Pet com os recentes ataques ocorridos na cidade.
Na noite de segunda-feira, 30, o Tribunal de Justiça concedeu um prazo de 48 horas para que a Seap apresente justificativas para a liberação do miliciano, mesmo com um mandado de prisão preventiva em vigor.
Pet é apontado como um dos chefes da maior milícia do estado, comandada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho.