PUBLICIDADE

Turista francês leva mordida de tubarão quando nadava em praia de Ubatuba

Caso é considerado muito raro na região e não acontecia em pelo menos 30 anos. Homem nadava na Praia do Lamberto e não chegou a ver o animal. Ele recebeu atendimento em um hospital da região

9 nov 2021 14h42
| atualizado às 15h01
ver comentários
Publicidade

SOROCABA - Um turista francês de 39 anos foi mordido por um tubarão quando nadava na Praia do Lamberto, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O homem sofreu ferimentos profundos na perna e precisou de atendimento hospitalar. O caso aconteceu no dia 3 deste mês. O turista já retornou para a França, mas parentes relataram o episódio em redes sociais. Conforme o Instituto Argonauta, que confirmou a origem dos ferimentos, o caso é muito raro na região e não acontece há pelo menos 30 anos.

Segundo a postagem, o homem estava nadando com água pela cintura, próximo da faixa de areia da praia, que fica fora da área urbana, quando sentiu algo na perna direita. Ele não chegou a ver o tubarão, mas gritou pedindo ajuda. A vítima apresentava cortes profundos e longos, com até dez centímetros, acima do tornozelo.

O turista foi levado para Ubatuba e, em seguida, para um hospital de Caraguatatuba. Ele estava no Brasil para uma festa de casamento e aproveitou o feriado de Finados para ir para a praia.

O caso chegou ao Instituto Argonauta, que atua em conservação costeira, mas inicialmente os pesquisadores descartaram o ataque como sendo de tubarão. A hipótese aventada foi de ataque de moreia, peixe de corpo alongado, dotado de fortes dentes. Após ouvir mais relatos da família e analisar novas imagens, o especialista Otto Bismark, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), confirmou a dentada do tubarão. Não foi possível, no entanto, identificar a espécie do animal.

Em nota, o instituto informou que, embora várias espécies de tubarão frequentem o litoral da região, o ataque a uma pessoa é um caso isolado e raro. "Não temos conhecimento de registros de acidentes envolvendo humanos nos últimos trinta anos. Trata-se, portanto, de uma situação isolada, que não deve causar preocupação na população", informou.

Estadão
Publicidade
Publicidade