Três mulheres são indiciadas por tortura contra adolescente de 14 anos
Vítima foi agredida com facadas e esganadura na presença de criança de três anos; suspeitas filmaram a ação e seguem presas em Frederico Westphalen
Três mulheres foram indiciadas por tortura qualificada, sequestro e roubo contra uma jovem de 14 anos e sua sobrinha de três anos, em Vicente Dutra. A vítima foi rendida na rua, levada a um imóvel e espancada com facadas, socos e chutes na frente da criança, além de ter bens roubados, devido a desavenças em redes sociais. A ação foi gravada pelo trio, que teve a prisão preventiva decretada e permanece detido no Presídio de Frederico Westphalen após a conclusão do inquérito policial.
A Polícia Civil indiciou três mulheres pelos crimes de tortura qualificada contra uma adolescente de 14 anos, sequestro de uma criança de três anos e roubo majorado em Vicente Dutra, no Norte do Estado. O inquérito policial, concluído e remetido à Justiça na terça-feira (15), apura os fatos ocorridos em 1º de setembro.
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Jacson Boni, a adolescente caminhava em via pública acompanhada da sobrinha de três anos quando foi abordada pelo trio e obrigada a entrar em um automóvel. Levada até uma residência, a jovem foi submetida a uma sessão prolongada de agressões físicas na frente da criança, sofrendo socos, chutes, pisões, puxões de cabelo, esganadura e golpes de faca, além de ter uma mecha do cabelo cortada à força. As criminosas também roubaram dinheiro e objetos pessoais da vítima.
A materialidade do crime foi confirmada por laudos periciais de lesão corporal, registros de câmeras de segurança e por um vídeo do espancamento gravado pelas próprias agressoras, localizado no telefone celular de uma das envolvidas junto a mensagens de áudio sobre o ataque. A principal motivação apurada decorre de atritos anteriores e desavenças em redes sociais.
As três mulheres tiveram as prisões preventivas decretadas e foram detidas em 5 de setembro. O trio segue recolhido no Presídio Estadual de Frederico Westphalen, enquanto o processo segue agora sob análise do Ministério Público.
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