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Tragédia em Santa Maria

RS: Assembleia cria comissões para acompanhar caso de Santa Maria

13 fev 2013 - 21h04
(atualizado às 21h07)
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Nesta terça-feira, o Instituto Geral de Perícias fez nova perícia dentro da Boate Kiss
Nesta terça-feira, o Instituto Geral de Perícias fez nova perícia dentro da Boate Kiss
Foto: Rafael Dias/Agência Freelancer / Especial para Terra
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou por unanimidade nesta quarta-feira dois requerimentos para a criação de comissões parlamentares para acompanhar as investigações da tragédia ocorrida na Boate Kiss, em Santa Maria, na madrugada de 27 de janeiro, e para tratar sobre a legislação relativa à segurança e prevenção contra incêndio em prédios no Estado.

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O requerimento para acompanhar a apuração das causas do incêndio foi de autoria da Mesa da Assembleia. Trata-se da constituição de uma Comissão de Representação Externa.

O deputado Jorge Pozzobom (PSDB), afirmou ser muito prematura a responsabilização da prefeitura de Santa Maria pela tragédia - o que teria sido ventilado pela deputada Marisa Formolo (PT) -, e pediu aos deputados para não transformarem os trabalhos da comissão em discurso político. O deputado Edson Brum (PMDB) também fez apelo neste sentido, defendendo a administração municipal de Santa Maria, enquanto Cassiá Carpes (PTB) e Miki Breier (PSB) salientaram a necessidade de se trabalhar na comissão sem partidarismo e com responsabilidade.

Para a deputada Marisa Formolo, o Executivo municipal é o responsável pela expedição do alvará dos estabelecimentos. A parlamentar reafirmou que a prefeitura de Santa Maria também tem responsabilidade no caso.

Os integrantes da Comissão – Jorge Pozzobom (coordenador), Valdeci Oliveira (PT), Giovani Feltes (PMDB), Mano Changes (PP) e Gilmar Sossella (PDT) - deverão ser empossados na tarde desta quinta-feira. Segundo o Regimento Interno da Assembleia, os trabalhos devem ser realizados em 30 dias. 

Legislação

O segundo requerimento, de autoria do deputado petista Adão Villaverde, cria uma Comissão Especial para analisar as legislações estadual e municipais que tratam da segurança em prédios com instalações comerciais, industriais, de diversão pública e em edifícios residenciais com mais de uma economia e mais de um pavimento, de acordo com as Normas de Prevenção e Proteção Contra Incêndios.

A criação desta Comissão atende ao pedido do Conselho Regional de Engenharia (Crea), que, na semana passada, divulgou um parecer técnico elaborado pelo órgão sobre o incêndio na Boate Kiss. O objetivo do órgão técnico é a atualização na legislação e no sistema de fiscalização, visando ao aumento da qualidade, da eficiência e da segurança nos espaços públicos e privados.

A Comissão será coordenada pelo deputado Villaverde. Os integrantes, indicados pelas bancadas, também serão empossados amanhã. A duração das atividades da comissão, conforme o Regimento Interno da Assembleia, é de 120 dias.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Terra
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