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'Superviolenta' e 'linha-dura': Quem é Penélope, liderança do PCC presa no litoral de SP

Ariane de Pontes Rolim foi detida em Itanhaém pelos crimes de organização criminosa e associação ao tráfico de drogas; defesa não foi localizada

11 mar 2026 - 22h14
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu na última segunda-feira, 9, em Itanhaém, litoral de São Paulo, uma mulher de 30 anos apontada como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC). Identificada como Ariane de Pontes Rolim, também conhecida como Penélope ou Pandora, ela foi detida pelos crimes de organização criminosa e associação ao tráfico de drogas. O Estadão busca contato com a defesa de Ariane. O espaço segue aberto.

A prisão foi realizada durante uma operação deflagrada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Itanhaém (Dise), no bairro Guarupá. Com Ariane, foram apreendidos um caderno de anotações que teria informações sobre a movimentação do tráfico de drogas e também um aparelho celular.

Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, foi presa em Itanhaém, litoral do Estado, sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas; ela é apontada como uma liderança do PCC
Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, foi presa em Itanhaém, litoral do Estado, sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas; ela é apontada como uma liderança do PCC
Foto: Reprodução/Polícia Civil / Estadão

Ariane seria uma "disciplina" da facção, ou seja, ela seria um dos membros responsáveis por aplicar as regras ditadas pelo PCC dentro de uma comunidade. Isso inclui resolução de conflitos entre integrantes ou moradores e até mesmo a aplicação de medidas violentas contra aqueles que descumprirem o que for imposto pela facção - eles acabam se tornando um poder paralelo na impossibilidade de chamar a polícia.

"O disciplina tem a função de valer os interesses e aquilo que o crime organizado tem por regramento", definiu o delegado Bruno Lazaro, em conversa com o Estadão. "Tem que ter certo respeito dentro da facção criminosa para que os membros e os cidadãos comuns tenham temor".

"Penélope" tinha uma influência que abrangia não apenas a cidade de Itanhaém, mas também todo o Vale do Ribeira, no litoral sul do Estado. Ela tinha fama de ser uma pessoa respeitada entre os faccionados, mas também de ser "superviolenta" e com uma atuação de "mão de ferro", segundo o delegado. "Ela era uma espécie de primeira conselheira da facção", destacou.

Ariane Rolim já havia sido presa em 2020, sob a suspeita de envolvimento com o tráfico. Na época, ela teria sido cooptada pelo PCC para armazenar e distribuir as drogas para os pontos de tráfico em Itanhaém. "Ela começou assim: fazendo o transporte de drogas que saíam da capital para abastecer locais da Baixada Santista", disse Lazaro.

Após esta primeira prisão, Ariane passou a ganhar confiança dentro da facção e cresceu na hierarquia do grupo ao não delatar os membros criminosos, além de se mostrar uma pessoa disciplinada e "linha dura", aponta o delegado.

Atualmente, ela não apenas exerce a função de disciplina na região do Vale do Ribeira e Itanhaém, como também é responsável pelo distribuição do bairro Guarupá. "Isso é o que temos de apuração. Hoje, com o uso do celular e capacidade de comandar à distância, essa liderança pode ter uma abrangência ainda maior", diz Lazaro.

Após a prisão de Ariane, a polícia diz ter tido acesso a detalhes da forma como ela exercia sua liderança, incluindo castigos físicos em pessoas que entrassem em algum tipo de desacordo ou conflito, e também a conversas que tratam de assuntos internos da facção.

Segundo Bruno Lázaro, a polícia monitora agora os possíveis substitutos de Ariane no cargo. Ela passou pela audiência de custódia e foi levada para o presídio feminino de São Vicente, também no litoral de São Paulo, informou o delegado.

Estadão
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