SP: travestis e transexuais recebem cartão do SUS com nome social
Cerca de 1,5 mil usuários serão beneficiados na primeira etapa no Estado
A Secretaria da Saúde de São Paulo começou a emitir, nesta sexta-feira, o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) com nome social para travestis e transexuais. A medida vai beneficiar, inicialmente, cerca de 1,5 mil usuários cadastros no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento (CRT), na zona sul da capital. O cartão é válido válido para atendimento em qualquer serviço público de saúde.
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De acordo com Leandro Rodrigues, da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) em São Paulo, a medida é importante para diminuir o preconceito e a violência. "Muitas vezes, as travestis e transexuais deixam de ir ao médico ou de estudar por não terem suas identidades femininas reconhecidas, e isso acaba frustrando suas expectativas. Agora, elas poderão se incluir e isso é importante para diminuir o preconceito e a violência. O que elas querem é justamente serem reconhecidas", afirmou.
Para solicitar o serviço, o interessado deve comparecer ao CRT portando um documento de identificação e informar o nome social escolhido para ser incluso no cartão. O serviço de emissão funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h30. "A inclusão do nome social de travestis e transexuais no cartão SUS visa permitir que esse público seja atendido em qualquer unidade de saúde sem passar por constrangimentos. Além disso, esperamos que esta medida contribua ainda para a redução do preconceito e discriminação historicamente sofridos por esta população”, disse Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids do governo.
Do total de 1,5 mil usuários matriculados no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do CRT, 65% se denominam transexuais, 30% se consideram travestis e outros 5% são divididos entre mulheres trans (mulheres nascidas em corpo masculino) e indefinidos.
No final de janeiro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou que travestis e transexuais poderão usar o nome social no cartão do SUS com o objetivo de reconhecer a legitimidade da identidade de gênero. A pasta criou um cartaz, que foi distribuído aos profissionais de saúde, para reforçar o direito ao uso do nome social.
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