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SP: manifestante faz vaquinha e leva 500 flores para pedir paz nos protestos

20 jun 2013
19h17
atualizado às 19h19
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<p>As noivas Dedé Sendyk e Roberta Fortunatto, no protesto em São Paulo: flores para distribuir e pedir paz nos protestos</p>
As noivas Dedé Sendyk e Roberta Fortunatto, no protesto em São Paulo: flores para distribuir e pedir paz nos protestos
Foto: Marina Azaredo / Terra

A diretora de marketing Dedé Sendyk tomou a decisão de participar dos protestos em São Paulo depois de acompanhar seu sobrinho sair às ruas e ter de conviver com alguns espisódios de violência na capital paulista. "Fiquei muito angustiada quando a polícia saiu baixando o cassetete. Tá todo mundo cansado. Se o jovem não me representar, quem vai?”, desabafou ela.

Mas para para vir à nova jornada em nesta quinta-feira, 20 de junho, quando diversas cidades de todo o País voltam às ruas, Dedé não foi despreparada. Angustiada com a violência que via nas imagens da televisão, abriu uma vaquinha para angariar fundos e comprar flores em nome da paz Juntou R$ 1.350 com doações de 71 pessoas. Dos participantes da vaquinha, só conhecia quatro pessoas. Uma única pessoa de Salvador mandou R$ 100.

<p>Amanda Costa: &quot;Finalmente as pessoas abriram a mente&quot;</p>
Amanda Costa: "Finalmente as pessoas abriram a mente"
Foto: Marina Azaredo / Terra

Com o dinheiro, ela comprou 600 flores. Cem foram usadas no último protesto, e hoje trouxe as outras 500. Elas foram distribuídas ao lado da noiva Roberta Fortunatto, artista plástica, também presente ao protesto. Uma flor foi dada à estudante Amanda Costa, 18 anos.

"Finalmente as pessoas abriram a mente", disse Amanda. "Acho que agora o  importante é não perder o foco", contou ela, que é contrária à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37. Dedé, por sua vez, acredita que o mais importante é uma reforma fiscal e política, mas entende que mais urgente é liberar dinheiro que se perde com a corrupção.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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