São Paulo registra recorde de congestionamento no ano com chuva e greve de ônibus
Capital paulista somou 1.486 km de lentidão no trânsito às 19h, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET)
São Paulo registrou recorde de congestionamento de 2025 com 1.486 km de lentidão, causado por chuva e greve de ônibus, que foi encerrada após empresas garantirem pagamento do 13° salário.
A cidade de São Paulo registrou nesta terça-feira, 9, o recorde de congestionamento de 2025. De acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a capital paulista somou 1.486 quilômetros de trânsito às 19h, superando os 1.335 quilômetros de vias congestionadas registrados em 8 de agosto.
Além da persistente chuva que atingiu a cidade durante a tarde e início da noite - evento que já prejudica o trânsito -, os motoristas e cobradores de ônibus anunciaram também o início de uma greve, o que acabou por piorar ainda mais o fluxo nas vias da cidade.
O recorde de 2025 chegou a ser quebrado inicialmente às 18h30, quando a CET registrou 1.374 quilômetros de congestionamento. O número, no entanto, cresceu e chegou à marca histórica 30 minutos depois.
O recorde entre todos os registros continua sendo o de 5 de setembro de 2019. Conforme dados da companhia, a capital paulista teve, neste dia, 1.902 quilômetros de lentidão registrados às 18h30.
Greve
Por conta de uma ameaça do não pagamento do 13° salário, o sindicato que representa os motoristas e cobradores de ônibus começou a retirar os coletivos de circulação a partir das 16h, deixando de oferecer o transporte em todas as regiões da cidade. Para contornar a situação, a prefeitura anunciou suspensão do rodízio de veículos.
A paralisação da categoria foi encerrada já no período da noite, após as empresas se comprometerem a pagar o 13° salário até o dia 12 de dezembro.
