Psicóloga cearense desaparece na Inglaterra e envia alerta com localização em alto-mar
Família busca por Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos
A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, está desaparecida desde a última terça-feira, 3, após viajar para a Inglaterra. Familiares e amigos buscam informações sobre o paradeiro da brasileira, que havia se deslocado ao exterior inicialmente para participar de um congresso em Marrocos.
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Após o evento, Vitória seguiu viagem para Londres, onde pretendia encontrar amigos e buscar oportunidades acadêmicas. Ela tinha a expectativa de tentar uma bolsa de estudos para um mestrado. Durante a estadia no país, estava hospedada na casa de uma amiga brasileira.
A psicóloga passou a ficar incomunicável no início da semana. Além do desaparecimento, um detalhe chamou a atenção da família: um sinal de alerta enviado por satélite com uma localização que indicava uma área em alto-mar.
O aviso foi recebido por Fernanda Silvestre, de 30 anos, amiga de Vitória que compartilha com ela o acesso à localização pelo celular.
"Quando acabou o congresso, a Vitória se dirigiu à Londres na expectativa de conseguir uma bolsa de estudo de mestrado lá e o tio dela retornou à Fortaleza".
Em entrevista exibida no programa Balanço Geral, Fernanda contou que Vitória e a amiga com quem estava hospedada costumavam ir diariamente até uma universidade.
"Só que terça-feira, houve algo estranho. Vitória saiu. Naturalmente, existem imagens dela pegando condução, na doca de Brightlingsea (onde estava hospedada). Chega determinado ponto, nós não temos mais imagens da Vitória e ela some".
Ainda segundo a amiga, pouco tempo depois foi recebido um sinal de emergência que indicava uma localização incomum. "Ela mandou um chamado de socorro que eu fui recebeu mais ou menos às 5h, em alto-mar".
A situação tem gerado preocupação entre familiares e amigos, que afirmam não ter recebido informações concretas das autoridades até o momento. "É impossível olhar para aquele imagem em alto mar e nao pensar que houve um sequestro ou um tráfico humano". A família pede que sejam realizadas buscas marítimas na região indicada pelo alerta.
A reportagem procurou o Itamaraty para comentar o caso, mas não houve retorno até a publicação.