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Prefeitura de SP tomba Paulistano e 5 obras de Paulo Mendes da Rocha

Decisão do Conpresp inclui outros 32 imóveis de São Paulo, como a Vila Holandesa, o Parque Lina e Paulo Raia e o Instituto Pasteur

27 fev 2019 - 11h49
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SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo homologou nesta terça-feira, 26, o tombamento de seis projetos modernistas e de outros 32 imóveis. A decisão inclui cinco obras de Paulo Mendes da Rocha e o Club Athletico Paulistano, nos Jardins, zona sul da capital paulista.

Os tombamentos foram aprovados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) em março de 2018. Das obras de Mendes da Rocha, a decisão abarca as casas Paulo Mendes da Rocha, Mario Masetti e James Francis King, respectivamente no Butantã, Pacaembu (ambos zona oeste) e Santo Amaro (zona sul). Além disso, inclui a Escola Presidente Roosevelt, na Liberdade, região central, e o Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), nos Jardins.

No caso das obras modernistas, as decisões consideraram a "importância do conjunto da contribuição arquitetônica paulista e paulistana à história da Arquitetura Moderna Brasileira que se intensifica a partir de meados dos anos 50". Além disso, ressaltam que são uma forma de "salvaguardar" as obras como "bens culturais importantes da cidade" e de "transmiti-las como herança às sociedades futuras".

No caso do Paulistano, o tombamento recai sobre o Ginásio Antônio Prado Júnior e a sede social, no Jardim América. O projeto é de Gregori Warchavchik, conhecido pela Casa Modernista. Com a decisão, intervenções nos elementos tombados somente poderão ser feitas mediante autorização do Conpresp.

Conpresp tomba Vila Holandesa, Parque Lina e Paulo Raia e Instituto Pasteur

As listas dos demais 32 tombamentos são de áreas de Zona Especial de Preservação Cultural (Zepec), cujo tombamento foi pleiteado em audiências públicas durante a discussão da Lei de Uso e Ocupação do Solo e do zoneamento. Dentre eles, está o Palacete da Família Almeida, na Granja Julieta, e o Parque Lina e Paulo Raia (que tem edificações do polonês Lucjan Korngold), no Jabaquara, ambos na zona sul.

A decisão também inclui o Instituto Pasteur, na Avenida Paulista, centro expandido, e 19 imóveis da Vila dos Holandeses e a Capela do Colégio Santana, ambos em Santana, zona norte. Já na zona leste, inclui o Abrigo da Rua Uruguaiana e um conjunto de sobrados na Rua Jairo Góis, no Brás, e a Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Itaquera, em Itaquera.

Na Avenida Pompeia, zona oeste, o tombamento contempla a Igreja Nossa Senhora do Rosário e um casarão que fica no número 925, na esquina com a Rua Coronel Melo de Oliveira. Na Melo de Oliveira, está determinada também a preservação das características externas de um conjunto de três residências.

Vila dos Holandeses fica em Santana, zona norte de São Paulo
Vila dos Holandeses fica em Santana, zona norte de São Paulo
Foto: Reprodução/Google Street View / Estadão
Estadão
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