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Polícia de SP faz operação contra esquema de venda de ingressos falsos para show do Iron Maiden

Foram apreendidos 13 relógios, três veículos de luxo, R$ 11 mil em espécie e seis computadores

15 jan 2026 - 13h10
(atualizado às 13h40)
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RIO - A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quinta-feira, 15, uma operação contra uma associação criminosa envolvida em um esquema de venda de ingressos falsos para o show da banda britânica Iron Maiden. A ação foi deflagrada pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas).

A polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços no Tatuapé, na zona leste da capital, e em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Carro apreendido em operação da Polícia Civil.
Carro apreendido em operação da Polícia Civil.
Foto: Divulgação/SSP / Estadão

Quando começaram as investigações?

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, a investigação começou em dezembro quando um homem compareceu à delegacia informando que havia sido vítima de um golpe.

A vítima relatou que fez o pagamento de R$ 690 por meio do Pix para adquirir a entrada para o show da banda, mas não recebeu o ingresso. Ao entrar em contato com a plataforma original, ela descobriu que estava em um site falso que simulava o verdadeiro.

Os policiais descobriram que o valor pago foi destinado a uma empresa facilitadora de pagamentos, que não efetuou o bloqueio ou estorno mesmo após a comunicação da fraude.

"É uma reprodução muito idêntica ao site original. A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem as palavras. São nesses mínimos detalhes que é possível diferenciar o verdadeiro do falso", disse o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento.

A operação Fear of the Pix, que significa "medo do Pix", em referência a um álbum da banda britânica de 1992, cumpriu os mandados nas sedes das empresas investigadas e nos endereços de seus sócios proprietários, após deferimento do Poder Judiciário.

No total, foram apreendidos 13 relógios, três veículos de luxo, R$ 11 mil em espécie, seis computadores e outros documentos que serão análise de investigação.

O caso está sendo registrado no 42º DP como associação criminosa para a prática de estelionato eletrônico.

Estadão
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