Pernambuco: polícia apreende adolescente envolvido em espancamento contra menina dentro de escola
A Polícia Civil de Pernambuco cumpriu um mandado de internação provisória contra o adolescente, que não teve idade revelada.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), apreendeu nesta quinta-feira, 11 de setembro, um adolescente envolvido nas agressões que vitimaram a menina Alícia Valentina, de 11 anos, pelo ato infracional análogo ao crime de lesão corporal seguido de morte. O caso ocorreu na última quinta (4) no banheiro da Escola Municipal Tia Zita, localizada no município de Belém do São Francisco, Sertão do Estado.
No cumprimento de um mandado de internação provisória, o menor, segundo a corporação, foi encontrado no distrito de Nazaré, na cidade de Floresta, também no Sertão.
A PCPE informou também que fez todos trâmites, fez a comunicação aos pais/responsáveis sobre o mandado e o caso segue sob investigação.
Uma câmera de segurança da unidade escolar registrou os momentos que antecederam e sucederam a agressão sofrida contra a menina. De acordo com uma testemunha, as agressões teriam começado após a menina se recusar a "ficar" com um dos garotos envolvidos.
As imagens mostram Alícia, vestida de blusa branca e calça jeans, caminhando em direção ao banheiro. Em seguida, um grupo de estudantes aparece empurrando a menina para dentro do local. Depois, a vítima é vista saindo do banheiro com a mão no rosto e conversando com uma funcionária da escola.
Segundo o boletim de ocorrência, a aluna foi espancada por quatro meninos e uma menina. O atestado de óbito aponta como causa da morte um traumatismo cranioencefálico causado por instrumento contundente.
Alícia chegou a ser atendida em três unidades de saúde do interior antes de ser transferida para o Hospital da Restauração, no Recife, onde teve a morte encefálica confirmada.
MPPE instaura inquérito
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito para acompanhar as investigações da morte de Alícia Valentina, de 11 anos.
O boletim de ocorrência cita que Alícia "foi interceptada pelos agressores, que começaram a lhe agredir", próximo ou dentro do banheiro da unidade. A situação foi relatada outro aluno da escola. Pelo caso se tratar de menores de idade, os nomes não foram divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).