Pai e filho são condenados a 52 e 41 anos de prisão por mortes de mãe e filha em Casca
O Tribunal do Júri de Casca condenou, na madrugada desta quinta-feira (21), pai e filho acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) de serem os mandantes do assassinato de mãe e filha ocorrido em 2020 no município do Norte do Estado. Um dos réus foi condenado a 52 anos e seis meses […]
O Tribunal do Júri de Casca condenou, na madrugada desta quinta-feira (21), pai e filho acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) de serem os mandantes do assassinato de mãe e filha ocorrido em 2020 no município do Norte do Estado.
Um dos réus foi condenado a 52 anos e seis meses de reclusão, enquanto o outro recebeu pena de 41 anos. O julgamento começou na manhã de quarta-feira (20) e terminou por volta das 2h desta quinta, com acolhimento integral das teses apresentadas pelo promotor de Justiça Fabrício Gustavo Allegretti.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Neusa Maria Rapkievicz, de 56 anos, e Ana Paula Rapkievicz, de 32, foram mortas a tiros em 14 de junho de 2020, quando retornavam para casa no interior de Casca.
A investigação apontou que o crime foi motivado por conflitos familiares envolvendo disputas patrimoniais, divergências sobre guarda de uma criança e questionamentos feitos pelas vítimas sobre a morte da ex-companheira de um dos denunciados.
Conforme a ação penal, mãe e filha foram vítimas de uma emboscada planejada e executada sem possibilidade de defesa. O Ministério Público sustentou que os condenados contrataram executores e deram suporte logístico para a realização do crime.
Outros três denunciados já haviam sido condenados como executores do duplo homicídio. Um sexto acusado ainda aguarda julgamento em processo separado.
De acordo com o promotor Fabrício Allegretti, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e emboscada. Para o Ministério Público, o caso é considerado um dos crimes de maior impacto já registrados na comunidade de Casca.
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