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Operação prende cinco suspeitos de extorquir revendas de veículos no Vale do Sinos

De acordo com a Polícia Civil, um empresário do setor calçadista está entre os alvos da investigação

21 ago 2026 - 11h27
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Resumo
A Polícia Civil prendeu cinco suspeitos na Operação Iceberg por extorquir cerca de 80 revendas de veículos no Vale do Sinos. Ligado a uma facção criminosa e liderado por um empresário e detentos, o grupo roubava automóveis, cobrava pelo resgate e ameaçava depredar as lojas. A investigação apura lavagem de dinheiro por meio de laranjas e estima que o esquema criminoso tenha movimentado cerca de R$ 3 milhões ao longo de quatro anos.

Cinco pessoas foram presas pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (21) durante a Operação Iceberg, que investiga um grupo suspeito de extorquir empresários de revendas de veículos no Vale do Sinos. Entre os detidos está um empresário apontado pela investigação como uma das lideranças do esquema.

Foto: Policia Civil / Divulgacão / Porto Alegre 24 horas

Segundo a Polícia Civil, cerca de 80 estabelecimentos de Novo Hamburgo, Estância Velha e Portão teriam sido alvo das ações criminosas. Ao todo, 16 pessoas são investigadas por participação no grupo, que seria ligado a uma facção criminosa.

Entre as práticas investigadas estão roubos de veículos em revendas e cobranças posteriores para a devolução dos automóveis. Os criminosos também ameaçavam depredar os estabelecimentos caso os valores exigidos não fossem pagos.

De acordo com a Polícia Civil, um empresário do setor calçadista está entre os alvos da investigação e teria uma função de liderança no esquema. A empresa dele fornece insumos para outras companhias do segmento.

A investigação começou em janeiro deste ano, depois que o proprietário de uma revenda de Novo Hamburgo procurou a Polícia Civil e relatou estar sendo coagido por integrantes da organização.

A polícia estima que o grupo tenha arrecadado pelo menos R$ 100 mil com as extorsões somente nos últimos meses. Como a prática ocorreria há pelo menos quatro anos, a estimativa é de que a organização tenha movimentado aproximadamente R$ 3 milhões no período. A investigação também apura possível lavagem de dinheiro.

Conforme os investigadores, os valores obtidos nas cobranças eram inicialmente transferidos para contas de pessoas utilizadas como laranjas e, posteriormente, chegavam às lideranças do grupo. Parte dos responsáveis pela organização estaria presa e, mesmo dentro do sistema prisional, continuaria participando da coordenação das extorsões e da distribuição do dinheiro.

Porto Alegre 24 horas
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