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Operação prende 20 suspeitos de vender armas para facção e lavar R$ 13 milhões no RS

Grupo usava revendas de veículos e empresas de fachada para ocultar dinheiro obtido com o comércio ilegal de armamentos

2 jun 2026 - 09h04
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Uma operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta terça-feira (2) resultou na prisão de 20 pessoas suspeitas de integrar um esquema de venda de armas para facções criminosas e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul. As investigações apontam que o grupo movimentou ao menos R$ 13 milhões por meio de empresas de fachada e revendas de veículos na Região Metropolitana.

Foto: Polícia Civil RS / Porto Alegre 24 horas

Além das prisões, os policiais apreenderam oito veículos, um jet-ski e cerca de R$ 30 mil em dinheiro. A ação também prevê o sequestro de 36 automóveis, imóveis e outros bens adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), o grupo fornecia armamentos para uma das principais facções criminosas do Estado, com forte atuação no Vale do Sinos. Parte do dinheiro arrecadado com a venda ilegal de armas era utilizada na compra e revenda de veículos para dar aparência de legalidade aos recursos.

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, sendo três deles contra investigados que já estão recolhidos no sistema prisional. Também são cumpridas dezenas de ordens judiciais de busca e apreensão e bloqueio patrimonial em Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí e Cidreira.

As investigações identificaram duas revendas de veículos ligadas ao esquema. Uma delas funcionava apenas como empresa de fachada, enquanto a outra operava regularmente em Gravataí. Segundo a polícia, embora parte das negociações fosse legítima, o estabelecimento também era utilizado para movimentar valores de origem ilícita.

Entre os investigados está um homem apontado como um dos líderes de uma das maiores facções do Rio Grande do Sul. Segundo apuração da polícia, ele utilizava o núcleo criminoso para obtenção de armamentos e movimentação financeira da organização.

Preso desde setembro do ano passado na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, após ser localizado na Bolívia, o criminoso teria atuado como intermediador entre a facção e os integrantes do grupo investigado.

A operação foi batizada de Penhor e teve origem após a análise de mensagens obtidas durante investigações anteriores. Os conteúdos revelaram negociações envolvendo a entrega de armamentos para integrantes da organização criminosa, o que levou os investigadores a aprofundarem o monitoramento do grupo.

Segundo a Polícia Civil, as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento dos bens adquiridos com recursos oriundos do comércio ilegal de armas.

Porto Alegre 24 horas
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