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Ônibus de acidente em SP não tinha autorização para operar

Colisão com carreta acabou com ao menos 41 mortos; veículo tinha multas e companhia opera ilegalmente há mais de um ano

25 nov 2020
17h29
atualizado às 17h37
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SOROCABA - A empresa Star Fretamento e Locação, proprietária do ônibus que se envolveu em acidente com 41 mortes, na manhã desta quarta-feira, 25, em uma rodovia de Taguaí, interior de São Paulo, não tinha autorização para operar. A informação é da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). "A empresa não possui registro para transporte de passageiros e roda ilegalmente desde 11 de outubro de 2019", disse o órgão.

Acidente entre ônibus e caminhão na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho deixa mortos e feridos
Acidente entre ônibus e caminhão na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho deixa mortos e feridos
Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução / Estadão Conteúdo

Criada em 2016, a empresa era considerada clandestina pela agência reguladora. O ônibus envolvido no acidente, com placa DJC 8811, tinha um histórico de multas e autuações. Por estar com IPVA, licenciamento e seguro atrasados, o veículo não poderia sequer estar em circulação. 

Conforme a Artesp, em 3 de março deste ano, a Star foi multada por fretamento irregular na rodovia Raposo Tavares, próximo ao km 296, em Avaré, quando levava 30 estudantes da cidade de Fartura para faculdades da cidade vizinha.

O veículo foi recolhido após a retirada dos passageiros. "No mesmo dia, uma nova multa foi aplicada à empresa, por transportar irregularmente, 43 estudantes com a mesma origem e destino. Dois dias depois, a empresa recebeu nova autuação por fretamento irregular na rodovia Raposo Tavares (SP-270), próximo ao km 372, em Ourinhos, quando teve dois veículos autuados, retidos e realizado o transbordo dos 15 passageiros", descreveu a Artesp.

A reportagem entrou em contato com a Star Turismo, mas todos os telefones estavam indisponíveis. A página da empresa na rede social Facebook foi removida.

A maioria das vítimas do acidente com o ônibus de funcionários trabalhava na confecção Stattus Jeans Indústria e Comércio Ltda, em Taguaí. O advogado da empresa, Emerson Fernandes, disse que o ônibus usado no transporte havia sido contratado diretamente pelos trabalhadores, sem interferência da empresa. Eles recebiam vale-transporte e se deslocavam até o trabalho por conta própria. Em sua página no Facebook, a empresa Stattus Jeans expressou luto e prestou homenagem às vítimas e seus familiares.

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